domingo, 13 de dezembro de 2009

Pobre pinheirinho de Natal!




Hoje o assunto em evidencia é o Natal. Pudera, ôh epocazinha festiva, alegre... Os ânimos se inflam as pessoas deixam se levar pelo espírito do bom velhinho, se tornam mais gentis, amáveis e o mundo parece ter outro colorido.

Mas como nem tudo na vida são renas de nariz vermelho, tem uma coisa que muito me entristece – os pinheirinhos de natal de verdade. Pobrezinhos são cortados para que possamos enfeitá-lo em uma canto da casa e depois do dia de reis esquecê-los em algum lixo qualquer. Não adianta protestar dizendo que vai cuidar do bonitinho para que ele dure até o próximo ano pois ele não resiste.



Hoje é possível argumentar que é ecológico uma vez que existem muitos produtores que os plantam somente para essa finalidade. Pois bem, quando o infeliz é plantado,  já tem sua sentença de morte, o final do ano!

Qual o problema com as árvores artificiais? A minha mãe já tem a dela há 15 anos, minha irmã mais nova “cultiva” a sua desde que casou e, com uma paciência de outro mundo completam suas verdinhas com milhares de balangandãs natalinos deixando-as de dar inveja até no Papai Noel.




Eu confesso, preguiçosa nesse sentido, tenho uma ecologicamente correta, fabricada por uma ONG,  feita em vime,  douradézima que enfeitei com as luzinhas em formas de pequenas estrelas que ganhei dos meus pais. As crianças adoram e não levo mais de 20 minutos para montá-la (contra os 3 dias da minha irmã... rs).

Aqui em casa fizemos uma homenagem à essa bela conífera, biscoitinhos de bergamota que confeitei, e ainda, fiz “oficina de confeitar biscoito” com os meninos. Com certeza os pinheirinhos de natal mais lindos e ecológicos que já vi.






Bicoitos de Bergamota

1 xícara de manteiga amolecida
1 xícara de açúcar
1 ovo
2 colheres de sopa de suco de laranja
1 colher de sopa de extrato natural de bergamota
2 e ½ xícaras de farinha tradicional
1 colher de sopa de fermento em pó

Misture a manteiga, açúcar e o ovo em uma vasilha grande.

Bata em velocidade média, misturando as bordas de vez em quando, até ficar cremoso. Adicione o suco de laranja e o extrato de bergamota, misture bem.

Reduza a velocidade pra baixa e adicione a farinha e o fermento. Bata até misturar bem.

Divida a massa em duas partes e enrole em papel filme. Leve a geladeira por 2 ou 3 horas.

Aqueça o forno a 200 graus. Abra a massa em uma superfície com farinha, 1/3 por vez, mantendo o restante da massa na geladeira.

Corte os e os coloque em uma forma forrada com papel manteiga, distantes uns 2 centímetros. Deixe os assar por 6-10 minutos até as bordas ficarem douradas



Obras de arte feitas pelos meus baixinhos, com muito confeito, glacê e chocolate granulado!

Queridos, sorry pelo desabafo, mas toda vez que passo por um lugar e vejo os pinheirinhos serem vendidos indescriminadamente me da uma dor no coração... Quem compra e acha bacana, viva a liberdade de expressão, aliás por meio dela que escrevi este post.

Eco-beijinhos, verdes como os pinheirinhos!!!
Dani

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Êta conversinha sem sal...



Pedras de sal rosa do Himalaia

A grande novidade de hoje é a possível proibição da comercialização da flor de sal, os sais em cristais ou mesmo em pedra. Essa é boa. Acontece que pela legislação sal é sal e deve ter adição de iodo. Agora, vai explicar isso para os franceses que colhem os primeiros cristais de sal que se formam da evaporação da água do mar como se fossem as mais preciosas pedrinhas .


Vem com um micro ralador fofíssimo

Voilà, uma iguaria!!! Não são aquele sal comum adicionado ao alimento para simplesmente salgar o prato. Esse sim deve realmente conter o iodo por uma série de benefícios que traz a nossa saúde, afinal, acredito que ninguém gostaria de desfilar aquele bócio de pelicano, não é vero?!

 
As tres tonalidades de rosa

Sempre que viajo, trato de adquirir uma mostra da especiaria, quer seja em flor, em cristais ou em pedra. E acredite ou não, já há uma certa dificuldade em encontrá-los, pelo menos na américa do norte, onde os americanos temem processos até da própria sombra.


O mais rosa dos rosas parece pedra preciosa

Enfim, é uma pena que não possamos ter nossos tipos de sal, poderiam denominar de ‘sal gourmet’, assim ninguém iria entender errado ou fazer confusão. Afinal de contas eles fazem a alegria, sendo ralados à mesa finalizando as saladas e impressionando os convidados ou em flor até mesmo em preparações doces, como por cima de um bombom de chocolate!

Bom, de qualquer maneira esperamos que haja uma decisão que não deixe nosso angu sem sal!
E apesar do papo salgado, uma semana doce para todos.



beijinhos, Dani

segunda-feira, 23 de novembro de 2009




Contam-se por aí mais ou menos um zilhão de histórias. Dizem que Nero ateou fogo em Roma, que Rômulo e Remo foram criados por uma loba, que Moisés foi salvo das águas do Nilo, que a cor do Tiranossauro Rex era marrom esverdeado e, mais recentemente que Napoleão inventou o waffle. Como assim, Napoleão o grande estrategista inventor do ... waffle? C’est vrai???

O quanto de verdade há embutido nessas histórias jamais saberemos ao certo. Se Nero era maluco, se uma loba pirou no lance de maternidade, se as águas do Nilo eram calmas, enfim, qui lo sa! Agora, que chama a atenção o maior general da história ter se prendido a cozinha e ainda criado essa massinha aerada, fofa e crocante, isso chama.

Li recentemente no correio brasiliense que, na verdade ele havia inventado as panquecas, e fanático por elas, era capaz de comer pilhas da delícia sem titubiar. Algo havia de explicar aquela pança toda... Mas o mais interessante não pára por aí. Ele se preocupava com a estética da coisa (talvez por isso amasse Carème).

 Para nosso pequeno grande homem elas deveriam ser esteticamente feias, pois ele se preocupou em criar um aparelho que as fizessem com furinhos quadrados, nos moldes atuais dos waffles que conhecemos. Isso em 1700 e tra lá lá, Pode? Imagine se ele se deparasse hoje com uma máquina atual na qual pudesse fazer um de seus doces preferidos em forma de Mickey Mouse??? De tanta alegria, ou não, seria capaz de atear fogo em Paris, na certa!

Voilà, deu vontade de comer waffles quentinhos com a família toda no café da manhã de domingo, e procurando uma receita, não é que encontro uma no site da Willians Sonoma, que se refere como Napoleon waffles? Com Framboesas e tudo? Nada mais animador para começar o domingão, não é mesmo? Fiz algumas adaptações e vou postar a receita tal como fiz. Ficou magnifique!

La recette:




Waffles a Napoleon


2 ovos separados
1 xícara de buttermilk
5 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida
2 colheres de chá de extrato de baunilha
1 xícara de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
3/4 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 colher de café de sal
5 colheres de sopa de açúcar

Pré aqueça o máquina de waffle.

Em uma vasilha grande, bata as gemas. Bata o buttermilk, a manteiga e a vanila até ficar homogêneo. Misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e o açúcar. Adicione a mistura de gemas e misture até ficar fofo.

Em outra vasilha bata as claras em neve em picos firmes. Acrescente a mistura aos poucos delicadamente.

Para o creme:

500 gramas de raspberries
2/3 de xícara de açúcar, mais se necessário
2/3 de xícara de creme de leite fresco
2/3 de xícara de yogurte “low fat”

No processador, misture as raspberries com o açúcar até ficar com consistência de purê. Passe a mistura por uma peneira pressionando com uma espátula. prove e adicione mais açúcar se necessário. Transfira 2/3 do purê para uma vasilha e guarde o restante para guarnição.

Adicione o creme de leite e o iogurte ao purê e misture delicadamente até homogeneizar. Deixe gelar bem e utilize uma garrafa sifão de acordo com as instruções do fabricante para confeccionar o creme de raspberries. Teste a consistência, se estiver muito mole chacoalhe um pouco a garrafa.

Sobrou um pouco desse creme e não pensei duas vezes. Joguei na máquina de fazer sorvete e ficou o sorvete de framboesa mais cremoso do mundo!!!



Bom queridos, dizem que quem conta um conto aumenta um ponto! Eu aumentei algumas colheradas disso ou daquilo, mas ficou bem interessante. Tentem se tiverem tempo!
Beijinhos,
Dani

quinta-feira, 19 de novembro de 2009



Queridos, gostaria de agradecer a todos as manifestações de carinho e atenção que venho recebendo no Blog e por e-mail. Vocês são realmente fantásticos e fazem meu dia melhor a cada comentário!!!

Muitas de vocês já passaram ou passarão pela experiência de ter um filho, então sabem ou saberão que é a melhor coisa do mundo. Toda vez que abraço meu pequenino e sinto seu cheiro, percebo que nada mais no mundo faz sentido. E depois, vê-los crescer e tornarem donos do seu nariz (com muita dor no coração), nos pegamos com lágrimas nos olhos, surpreendidas por atitudes incríveis desses serzinhos que sairam de nós...

Peraí, não é um blog de gastronomia??? SORRY, quem tem cabeça para isso? Como diz meu filho mais velho (4 aninhos) - "Mammy o restaurante do meu irmãozinho é você." Então aqui quem vos fala é o próprio restô (rs). 

Prometo que em brevíssimo tempo postarei algo sobre comidinha... Beijinhos a todas,
Dani

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Tim Tim ao baby





Como todos sabem o nascimento de uma criança é algo muito comemorado por nós brasileiros, e digo comemorado na acepção da palavra. Nosso querido povo carnavalesco adora uma festa, as vezes quando visitamos uma criança na maternidade temos a impressão de estar em um salão de festas. Embora recrimine um pouco esse tipo de atitude, adoro receber civilizadamente visitas, no hospital e na sequência em casa. Peço aos queridos alguns dias para que possa me recuperar e lamber o rebento (rs), mas logo estou agendando as visitas...

Como sempre me preocupo em receber bem aqueles que me dão o prazer de suas presenças, fiquei pensando muito no que poderia servir para os solenes convidados. Essas deliciosas visitas costumam ser rapidinhas e para situações assim, nas quais por motivos óbvios não consigo fazer nada mais elaborado, nada melhor que petit four, podem me chamar de cafona, mas um bom exemplar da espécie nunca sai de moda, e para quem aprecia as maravilhas da vida, quando eles derretem na boca a sensação é muito boa!



Agora para beber... Sempre é mais complicado. Refrigerante tenho para aqueles que não o dispensam, mas não é definitivamente o que gosto de servir. Assim, depois de muito pensar, analisar as frutas da estação, estudar a viabilidade de execução pela Zefinha (sou mega neurótica, assumida e sem direito a defesa!), decidi testar um suco condizente ao calor abafado que São Pedro, sem piedade, nos presenteia. Ficou fresco, levíssimo e muito diferente.

segue a receita:



Suco fresquinho de manga

1 manga em pedaços
água de um coco verde
1 pedaço pequeno de gengibre
suco de meia laranja
folhas de hortelã a gosto
4 cubos de gelo

Bata todos os ingredientes no liquidificador e sriva gelado. Simples assim!

Bom meus queridos, não sei quando será meu próximo post mas estarei sempre por aqui.
Beijinhos a todos,
Dani

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Minha melhor receita!




Queridos, neste post a receita será outra. Cheguei em casa hoje, com meu bebezinho no colo e um sorriso no rosto que teima em não querer sair nunca.

Não há massa mais fofa que sua pele, nem cheiro de pão no forno mais gostoso que seu cheirinho próprio. Ás vezes, me pego contemplando essa delícia que nos transforma, nos alegra e que nos faz perguntar como podemos sentir um amor que ultrapassa a barreira do peito, se espalhando por todos os cantos...



Essa é minha terceira fornada, mas tudo parece novo e maravilhoso, os aromas, os sabores, os sons... Tudo, é tudo novo, a receita é nova, mas deu muuuuito certo! Não faltou ingrediente nem tempo de forno (isso não mesmo!!!).

Os ingredientes são os mesmos, amor, amor e amor.

O modo de preparo, bom, esse, cada casal tem o seu...

O tempo de forno varia do forno. No meu caso 40 semanas.



E voilà... Mon Petit Prince saiu do forno. Com todos prazeres que uma receita de sucesso pode nos dar e mais um pouco, aliás, mais muito, muito mais!

Bom, deixo vocês, ainda com aquele sorriso bobo, ouvindo seus sonzinhos meigos e embriagadores! Vou tentar postar alguma receitinha “stricto sensu” em breve, mas para ser muito sincera, só tenho olhos para minha Coisinha...



Doces beijos,

Dani

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A curiosidade quase matou o gato!




Tive uma experiência muito estressante certa vez com meu gato gorducho, que por ter a curiosidade intrínseca do bichano bem acentuada, ‘jampeou’ da janela do sétimo andar em um vôo curioso e sem escala lá para o térreo... Pobre coitado, a curiosidade quase matou o gato!!! Salve as radiografias, cirurgias e pinos externos na pata o fofão se saiu bem, sobreviveu e ainda foi mais mimado do que nunca.

Embora nunca tenha me disposto a aterrissar sete andares de encontro ao chão, tenho um lado muito felino no que diz respeito à curiosidade, claro que de uma maneira um pouco mais inteligente, mas lá está ele firme e forte me empurrando para algumas experiências que me disponho a arriscar. Nada muito arriscado diria...

Ultimamente o combustível que me arremessa nesse âmbito, tem sido a ansiedade. Ela é a culpada pela minha curiosidade que anda circulando pelo universo do açúcar, coisa que não me ocorre com facilidade, sou muito mais ligada a salgado. Mas eu explico. Nove meses de gestação, cano do marceneiro, do colocador do papel de parede, e de outros prestadores de serviço, que teimam em atrasar o quarto do baby, que por sua vez e certa conveniência teima em não querer sair (rs).

Dessa maneira, tudo que se resume a doce atrai minha curiosidade! Andei fazendo uma pesquisa em alguns livros, em blogs, e na net sobre panna cotta de chocolate. Panna cotta pour moi e chocolate pour le maridão, que afinal segura toda essa onda hormonal na maior boa vontade. Direito adquirido!!!



Encontrei muitas receitas, mas nenhuma que usasse os ingredientes que eu queria, não pelo menos todos ao mesmo tempo (rs). Todas que lia levava muita gelatina e eu gosto mais dela cremosa, durinha mas não a ponto de desenformar, as vezes a pedido a faço assim, mas para meu puro deleite, raciono na gelatina!

E assim foi feito. muito chocolate, consistência firme mas cremosa e sem calda, infelizmente não tive muita paciência, até queria arriscar uma calda de vinho branco reduzido com morangos, mas não foi desta vez! Coloquei em potinhos e ficou bem bonitinho, e meu marido xuxuzinho disse que estava muito bom - foi ele quem disse! Nada suspeito, não é vero?

Bueno, segue a receita:








Panna Cotta de Chocolate

1 litro de creme de leite fresco
30 gramas de cacau em pó meio amargo
160 gramas de chocolate ao leite
250 gramas de açúcar refinado
12 gramas de gelatina sem sabor (hidratada com 2 colheres de sopa de água e 10 segundos no microondas)
1 Pitada de noz moscada ralada na hora
1 colher de café de extrato de baunilha

Em uma panela coloque o creme de leite, o açúcar, a noz moscada, e o cacau em pó e leve no fogo médio até que ferva. Enquanto isso derreta o chocolate picadinho no microondas por 1 minuto, retire e mexa bem, se precisar volte ao micro e deixe mais um pouco.

Quando a mistura do creme de leite ferver, vá adicionando-a ao chocolate derretido, mexendo sempre. Por último coloque o extrato de baunilha e a gelatina já hidratada e derretida. Mexa tudo muuuuito bem e coloque em potinhos individuais.

OBS. Se for usar um único pote grande, use 20 gramas de gelatina, assim a consistência vai ficar mais uniforme.

Esta foi a curiosidade do findi. Desejo realizado!
Beijinhos
Dani

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Que seja infinito enquanto dure...




Sabe aquela notícia deliciosa de que um grande casal de amigos vai se casar? Mas digo amigos de verdade, que fizeram história juntos, que viram você chorar de tristeza e de alegria, que conhecem seus pais, irmãos e que já brincam com seus filhos? Pois é, é uma grande alegria!

Claro que o fato de reviver cada etapa da organização de tudo tal qual foi o nosso, as lembranças, os erros e acertos, preenchem nosso querido e saudoso ego, mas com certeza o principal motivo da festa é a alegria desses amigos tão especiais.

Lembro-me de no meu casamento, um desses amigos me dizer que iria beber todas em nossa homenagem, um outro que me intimou a tomar um porre no casamento dele para brindarmos juntos esse momento. Houve ainda um outro que bebeu tanto no seu próprio casamento que a noite de núpcias irremediavelmente foi adiada. rs

Embora mais contidas as noivas participam ativamente do porre do enfim marido, primeira das muitas forças que daremos a eles durante todo casamento.



Mas quando recebemos o convite, muitas vezes emocionados pois com ele vem um pedido para sermos padrinhos, sempre pensamos em algo especial, um mimo, algo que possa transcender o simples presente de casamento perdido em uma lista na loja, geralmente da preferência da noiva (claro!!!!!!!! rs). Dia desses recebi um e-mail que resolveu o problema. Meu e dos beberrões que ainda hão de se casar.

A loja Mickey, uma das minhas preferidas, lançou uma maneira de brindarmos aos noivos com grande estilo. Idéia ímpar (não, não levo jabá da loja), que agradará em cheio o fígado dos pombinhos, e nós ainda ganhamos a desculpa para ir beber na casa deles quando voltarem da lua de mel!



Trata-se de um Blue Label no qual podemos personalizar a garrafa com o nome dos noivos, não restando dúvida a que esponjas pertence o afago! Achei a idéia sensacional e pra lá de diferente. Fico devendo uma receita, mas fica uma dica de delicadeza para com os grandes e verdadeiros amigos.






Que a garrafa não seja imortal, posto que é cana, mas que seja infinito enquanto dure!

Ein Prost!!!

Beijinhos,

Dani

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vai sobrar para mim!




Ontem, almocinho sem compromisso na casa de minha mãe com as irmãs reunidas. Refastelada no sofá com meu blaster barrigão, inocente, praticamente uma vítima! Eis que surge um assunto cheio de segundas intenções...

Minha irmã mais nova, negação assumida na cozinha, lembrou que daria um jantar na sexta feira e me perguntou como fazer uma carne no forno sem que ela esturrique, encolha e fique sem gosto. Posso garantir que, segundo experiências passadas, não exagerou. Ela e carne no forno não se comunicam!!!

Bom, dei uma receitinha básica, tipo um braseado, que pelo menos não tem como esturricar, encolhe pouco e se ficar sem sabor é só completar com o molho. Como acabou a receita? Sobrou para minha amável pessoa barriguda fazer o fundo para que ela tente a receita. Ah irmãs mais novas!!!



Não satisfeita com a história, deu seguimento a prosa, e eu querendo entender o rumo da mesma. Acabou onde se acaba o jantar: na sobremesa. Com a maior cara deslavada ela me diz que iria comprar qualquer coisa para depois do jantar. Sugeri qualquer doce que nem me lembro, quando como que por um impulso (previamente pensado, eu acho), ela pula do sofá e me pergunta: Você não está a fim de fazer uma pana cotta?

A barriga até tremeu, mas como é muito fácil de ser feito, não só concordei como sugeri uma calda de Mirtilo com redução de Merlot. Nesse momento pensei que o almoço não me fizera bem! Estava alucinando, mas enfim antes de me censurar a sugestão já havia saltado boca a fora. Ela amou a idéia, e quando me dei conta já ditava a lista para ela fazer a compra dos ingredientes! Pas de probleme!

Na verdade estava louca para provar esta calda e posso dizer que ficou muito boa! Desta vez a pana cotta não talhou e o merlot deu o toque chuchu de sua presença!

Segue a receita da calda



Calda de mirtilo em redução de Merlot

750 ml de vinho merlot (please, de boa procedência)
1 xícara de chá de açúcar refinado
300 g de mirtilos frescos (senão achar use o congelado)

Leve o vinho com o açúcar em fogo baixo e deixe reduzir até estar em ponto de calda (eu gosto de uma calda mais encorpada). Coloque os mirtilos, deixe no fogo por mais 5 minutos, desligue o fogo e tampe a panela. Deixe esfriar e sirva com a pana cotta.

Para mim essa calda pode ser utilizada de mil maneiras, realmente muito versátil!
Espero que gostem...
beijinhos
Dani

sábado, 10 de outubro de 2009

Exagerada, eu sou mesmo exagerada!




Geminiana com ascendente em escorpião, c’est moi! Não sei ao certo o que significa, mas dizem os entendidos que o exagero e a veia teatral consomem boa parte de minha persona. Aliás, opinião de quem não entende do babado também! Vixi!

Ok, culpada! Sou sim meio abusada e adoro as purpurinas de uma Drama Queen,  fazer o quê? Mas será que o exagero não está nos olhos de quem analisa a situação? Será que as pessoas não confundem excesso com exagero?



Aos meus olhos:

Excesso de amor = amor nunca é demais

Excesso de zelo = quando a gente ama é claro que a gente cuida (já dizia Caetano)

Excesso de loucura = felicidade

Excesso de peso = gostosura (ainda mais com 8 meses e meio de gestação)

Excesso de recheio = delícia

Já dizia o velho sábio, você pode ver o copo meio cheio ou meio vazio. Eu, exagerada por excelência, vejo sempre meio cheio... Ré confessíssima!

Claro que nem só de açúcar vive uma mãe que extrapola, não gosto nem um pouquinho quando esmago um de meus baixotes e acabo por ouvir um sonoro, “mãe, não exagera”. Exagero é aquela coisinha minúscula e deliciosa ao exagero, me dizendo até onde é permitido ir. Ele que espere a adolescência para entender, na acepção da palavra, o que significa essa expressão (rs)!



Mas enfim, todo esse rodeio para dizer que desejo de grávida também pode ser bem exagerado, ou seria uma inocente desculpa para, do nada, no meio da tarde ter aquela vontade despreocupada de comer um ‘pain au chocolat’ quentinho saindo do forno (rs)...

Qualquer uma das hipóteses são válidas desde que o recheio esteja cremoso e a massa folhada bem levinha com apenas um toque de açúcar de confeiteiro em sua casquinha. Como diria Zefinha, manto de Maria me cubra! Culpada de novo!



Corri para a cozinha, tratei de bolar um recheio e sabem no que que deu? Exagero! O recheio ficou muuuuuito bom, mas como toda boa exagerada foi um pouco demais, calculo que a metade já seria o suficiente. Claro que para o chocólatra do meu maridinho estará perfeito, mas até para mim passou um pouco da conta.



Vou passar a receita tal como fiz, quem se atrever a testar (e deveriam, sem falsa modéstia) pode dividir o recheio ou fazer duas receitas de massa.

Segue a receita:



Pain au Chocolat

1 folha de massa folhada de 300 g em temperatura ambiente (usei a arosa)

1 xícara de chá cacau em pó meio amargo (usei o dos frades)
½ xícara de chá de açúcar de confeiteiro
½ xícara de leite
80 g de chocolate escuro 60% de cacau picado bem pequeno

Misturei o cacau em pó, o açúcar e o leite e bati muito bem com o batedor de arame. A consistência fica parecendo de mousse molinho (para minha surpresa).

Desenrolei a lâmina de massa e BESUNTEI exageradamente, pois recheio nunca é demais, com o chocolate, joguei displicentemente os pedacinhos de meio amargo, enrolei a massa, fatiei em 6 petits pains, coloquei na assadeira forrada de papel manteiga e forno neles. Não passei ovo na massa porque a queria um tiquinho mais pálida.

Foram 25 minutos de forno pré aquecido à 200 graus. Quando os tirei, salpiquei suavemente, sem exagero (rs) o açúcar de confeiteiro. Voilà, “les pains au chocolat”.

Queridos, superlativos ou não, tenham um doce feriado!
Bijinhos,
Dani

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Eu quero é mais brincar, gostoso é ser criança...



Fada madrinha, vara de condão, esse meu coração sonhando acordado!

Foi a primeira música que me veio a lembrança! Como eu gostava dela, só perdia mesmo para o tão esperado dia das crianças! Mal dormia na véspera esperando o que seria feito do dia onde eu e minhas irmãs éramos a pauta... Engraçado como as coisas mudam, hoje que cresci vejo esse dia com outros olhos, bem mais consumistas do que naquele tempo "de magia onde a alegria vai entrar na dança" - Sorry, a melodia tomou conta dos pensamentos!



Hoje tento passar para meus baixinhos a mesma imagem que eu tinha da data, um dia diferente para passarmos juntos no qual eles, sem restrições, serão os astros da festa! Como se não fosse sempre assim (rs)!!! Mas pelo menos neste dia não preciso impor uma certa e inventiva autoridade - Veramente, desmoronada por um bico ou carinha de fofura!

Hoje, recebi um e-mail muito interessante, basicamente salgado no valor, mas como gastronomia também é foco (rs), para quem possa interessar segue a sugestão de um dia diferente...


Click na foto para aumentá-la

Brunch no Hyatt dia 11, domingão, com recreação e buffet completo! Acredito que possa ser bem interessante!

Divirtam-se com seus pequenos sempre lembrando que eles crescem tão rápido... Eu mesma já os proibi de crescer, mas não houve acordo, eles não perdoam e teimam em fazê-lo!
Beijinhos,
Dani

domingo, 4 de outubro de 2009

Deixa a tristeza pra lá, vem comer, me jantar...




Adoro como tem dias que a vida nos mostra de maneira escachada que somos meros joguetes em suas mãos. Para isso ela nos empresta um bom e generoso senso de humor.

Hoje pude ter certeza disso. Acordei, eu e meu barrigão de 8 meses de gestação, lépida e fagueira pois resolvi receber umas 10 pessoas para o almoço de sábado, me arrumei e ‘simbora’ para o mercado.



O menu foi resgatado do passado, lembro de ter feito esse prato pela última vez em 1993, um dos preferidos do meu pai e se resume basicamente em feijoada branca, couve e uma novidade que não se estendia aos tempos remotos – farofa de banana!

Ótimo! Lista de compras na mão (em cabeça de grávida não se confia), beijocas na filharada e supermercado lá vou eu. Logo de cara me deu um branco, esqueci repentinamente onde estava indo e parei não sei por que cargas d’água na papelaria... Isso, papelaria! Aproveitei o devaneio e comprei umas folhas que há muito precisava, mas que por ironia do destino nunca lembrava de parar por lá (rs).



Na sequência, entrando no mercado, uma senhora, tadinha, mais perdida do que eu, fechara a entrada com seu carro e gentilmente me dizia: Pode vir, pode vir! Eu atônita pensava comigo mesma: para onde raios! Mas calmamente respondia: não dá minha senhora, seu carro está fechando a entrada. A senhorinha, que com certeza é adepta de fortes emoções, acelerou o possante e subiu na calçada me dando passagem! Que perigo! Fiquei imaginado o que mais poderia ocorrer no trajeto da jovem senhora até seu destino final!



Já dentro da loja, tentei fazer as compras o mais rápido possível. Carregar a mega pança cansa. Quando terminei de pagar, lembrei que as orelhinhas do pobre porco estavam faltando (cabeça de grávida é uma beleza!). Mas com uma barriga do tamanho do mundo, todos os atendentes muito solícitos tentavam me ajudar.

Então, pude voltar e pegar a iguaria. Na volta aquela maledeta portinhola estava fechada, mas o caixa, muito simpático e cheio de boas intenções, sorridente dizia: pode passar por aqui senhora! lá fui eu. Portinhola quebrada – resultado – gestante entalada! Não ia pra frente e nem pra traz, mas nem pensar em largar as orelhas. O atendente, novamente muito esmerado dizia: senhora, pode deixar o pacote no balcão, depois passamos... Vergonha? Por que? Só porque todas as pessoas da fila me olhavam? Claro que sim!



Bom, daí para frente desandou o bolo. Parecia que tudo ia mal, o porco cozinhou demais, a panna cotta talhou, o feijão ficou pouco... Peraí seria sexta feira treze? Não dia 2! Bom, resolvi relaxar, respirar fundo e contar para as pessoas como foi meu dia e rir de mim mesma, afinal de contas se está ruim assim, não dá para ficar pior. Dito e feito, gelei o suíno para criar consistência, fiz mais feijão com a ajuda e paciência da Zefinha, e o flan de doce de leite que peguei no blog gourmandise, ficou um sucesso!

... No dia seguinte...

Realmente as carnes ficaram muito cozidas, passou o ponto messsssssmo. O feijão também, deu aquela desmilinguida, mas a couve e a farofa ficaram gostosas e a sobremesa de doce de leite – deleitável!

O que importa é que o gosto ficou ótimo! Todos embalados em risadas pelas histórias do dia anterior e um bom vinho português, se deliciaram e se divertiram a valer, inclusive eu, rindo das minhas próprias façanhas. E meu pai, claro, adorou o saudoso prato!

Segue a receita



Feijoada branca

Carnes:

1 kg de costelinha de porco

1 kg de pernil suíno

2 gomos de linguiça portuguesa

300 g de linguiça toscana

2 pés de porco partidos ao meio

1 pacote de orelhas de porco

1 cebola média

Tire o sal dos pés e das orelhas e os cozinhe na pressão. Cozinhe o restante das carnes com sal pimenta e cebola. Mas deixe um pouco durinhas, não totalmente cozidas. (aí que me lasquei!)

Feijão

3 kg de feijão branco

1 cebola grande

3 dentes de alhos bem picados

500 ml de vinho branco seco

1 concha do caldo do cozimento das carnes

1 colher de chá de alecrim bem piacdinho

1 colher de chá de pimenta do reino branca em grãos, amassadas e picadas bem pequenas

3 pimentinhas malaguetas defumadas bem picadinhas

óleo de girassol

sal a gosto

Cozinhe o feijão al dente (aí que me lasquei de novo). Reserve

Refogue a cebola e alho no óleo. Acrescente o vinho e deixe evaporar um pouco. Adicione o caldo das carnes, metade do alecrim as pimentas e deixe reduzir mais um pouco (uns 5 minutos).

Coloque as carnes, e deixe cozinhando por mais 5 minutos com a panela tampada e na sequência junte o feijão. Deixe cozinhar até que o feijão esteja bem macio. Desligue o fogo, acrescente o restante do alecrim e está pronto! Eu fiz um dia antes, e deixei na geladeira bem tampado para acentuar bem o gosto!

Bom queridos é isso, mesmo achando que a nossa senhora da boa comida estivesse em greve na sexta-feira, tudo deu certo no final! Que beleza!
beijinhos a todos,
Dani

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