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sexta-feira, 19 de março de 2010

Nuggets (?) de vitela



Quem me conhece sabe o quanto gosto de ir ao Mercado municipal... Lá me sinto realmente em casa! Não, não, minha casa não é uma bagunça e também não vendo sanduiches de mortadela do tamanho de um mamute(rs)!

Brincadeiras à parte, não acho nada de errado em gostar de frequentar o nosso Mercadão, há quem diga que é um lixo, que o centro da cidade fede, blá blá blá... Pode até ter sua parcela de verdade, mas que já encontrei vários chefs de peso lá, isso encontrei!

Em um domingo desses, resolvi levar o Marido até lá e verdade seja dita, me sinto mais à vontade do que ele!!! Ele faz a pinta de que está bem tranquilo, olhando tudo numa boa, até se deparar com os buchos de boi na vitrine de um açougue (rs vocês deviam ver a carinha dele!!! rs). E aí vem instintivamente a pergunta 

-O que viemos fazer aqui mesmo?
- Procurar nosso almoço uai!
-Você vai comer o lanche de mortadela??? Vai passar mal!
-Não, Xuxu, vou comprar algo para preparar em casa.

E à esse momento seu rosto se ilumina, ele esquece a buchada e solta a pérola do dia!

-Vou me dar bem...

Salvadores dos pobres e oprimidos que me desculpem, mas a vitela estava fantástica, super fresca...

Ao chegar em casa, com algumas sacolas a menos do que queria e a mais do que devereia, me joguei na cozinha! E fiz mini escalopes de vitela a milanesa com salada de batatas a dijon, a saladinha básica ficou com vergonha e voltou para a geladeira.

Segue a receita



Escalope de Vitela com Salada de Batatas a Dijon

A vitela empanei com uma camada de trigo, ovo batido e depois na farinha de rosca (como desde sempre!)
A diferença aqui, foi que cortei escalopes pequenos e finos, do tamanho de nuggets (segundo o próprio marido!). Fritei no óleo de girassol. Ficou uma delícia!!!

Para a salada de batatas:

4 batatas médias cozidas al dente cortadas em cubos médios
Suco de 1 1/2 laranja pera
1 colher de sopa de azeite extra virgem
1 colher de sopa de vinagre de vinho branco
2 colheres cheias de mostarda dijon
2 ovos cozidos esmagados com o garfo (uso só as gemas)
Pimenta do reino branca moída na hora

Separe as batatas. adicione os ingredientes às batatas e vá misturando bem à cada adição. Mexa até que fique tudo bem incorporado.

Não consegui tirar foto da salada toda, pois quando lembrei... Hummm... já tinha ido quase toda!



Essa combinação fica um escândalo. Posso apostar!
Beijinhos
Dani

domingo, 27 de setembro de 2009

Vê, estão voltando as flores...





Agora vai! Parece que a primavera espantou sem dó nem piedade os dias cinzentos e frios que pairavam pela cidade. O sol chegou de mansinho, tímido até, mas fez valer sua condição de astro rei e agora reina absoluto mostrando que voltou para ficar.

Curioso que sempre passamos pelos mesmos lugares nos mesmos horários com a mesma pressa cotidiana, mas tudo fica mais aprazível quando o dia está bonito. Outro dia mesmo passei por um Ipê amarelo inteiro florido lindo, e a claridade do dia me acusava de só ter olhos para ele porque o dia estava brilhante, pudera com a chuva dos outros dias era melhor olhar para o carro da frente mesmo!



Flores em botão

Mas agora tudo está bem, buscar as crianças na escola já não requer mais equipamento de mergulho e ao sair para jantar dispensamos o casaco de 2 toneladas e meia! As pessoas estão de melhor humor e o sorriso já é mais fácil (talvez pela dificuldade de descongelar o músculo facial para dar uma risadinha). Os casais apaixonados aplaudem a primavera e brindam o amor, as crianças nos parques, clubes e mesmo no quintal não entendem muito bem o por quê, mas estão com mais disposição e brincam até mais tarde!

Sem falar nos pássaros que nos presenteiam com sua melodia sem sequer pedir aplauso ou atenção. E digo isso com propriedade pois escrevendo esse post, me deparei com um beija-flor, sem a menor cerimônia paquerando as flores do meu manjericão! E é assim que a primavera se manifesta, com dias lindos, sem aquele calor cansativo e música e flores por todos os lados.


Flores de manjericão perfumam a varanda

Pelo menos na minha delicada pessoa a primavera tem consequências maravilhosas... Ontem mesmo meu marido perguntou onde iríamos jantar e a resposta foi pronta e sumária – Em casa!!! Não resisti a frescura do agrião que estava lavadinho na geladeira e nem àquele ementhal que me presenteei no Mercadão. E lá fomos nós dois para a cozinha cantarolando e aos poucos vendo surgir nosso rigatoni ao pesto de agrião e escalopinho com molho ementhal. Foi uma deliciosa noite de primavera!

Segue a receita:





Pesto de agrião

300 g de massa de sua preferência cozida al dente em água e sal.

1 xícara de folhas de agrião (confesso que escaparam alguns pequenos talos)
½ xícara de nozes descascadas
½ xícara de queijo pecorino
½ xícara de azeite de boa qualidade (usei um grego, com 0,4% de acidez que também me preseentei no Mercadão)
½ dente de alho
sal a gosto

No processador, coloque todos os ingredientes menos o azeite. Ligue e derrame o azeite em fio. Como gosto dele mais rústico não bati muito. 2 minutos depois... Prontinho para sua massa.

Misture na pasta já cozida e seja feliz!


Molho ementhal

3 colheres de sopa de manteiga de boa qualidade
500 ml de creme de leite fresco
100 g de queijo ementhal
1 cebola partida ao meio
1 dente de alho esmagado, mas inteiro
sal e pimenta branca moída na hora a gosto

Derreta em uma panela de fundo grosso a manteiga em fogo baixo, acrescente o creme de leite, os pedaços de cebola e o alho. Quando levantar fervura retire as cebolas e o alho, coloque o queijo mexendo sempre até estar totalmente derretido. Espere dar o ponto de napê médio (aquele que ao mergulhamos a colher, conseguimos, na parte de traz fazer um caminho sem que ele se feche). Está pronto para seu escalope!

Deixo vocês por aqui nesta linda tarde de sol e cantarolando me vou...
Vê, o sol iluminando, por onde nós vamos indo...
beijinhos,
Dani

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

É impressionante!!!




Ontem folheando despretensiosamente um livro de artes aqui em casa, lembrei me porque o comprei. Foi um presente que dei a meus fofos olhinhos!!! Mergulhei nas obras de um de meus pintores preferidos – Auguste Renoir. É realmente impressionante, ou seria impressionismo? Les deux!



Café da manhã pour Renoir



Café da manhã nos dias de hoje em Limoges
                                                                       

Natural de Limoges – França, cresceu em uma família humilde mas com muita raça, ninguém desistia naquela casa... A exemplo disso, quando fez 23 anos, pegou suas economias e rumou a Paris (que chatice partir para a cidade luz!). Embora Manet declarasse que ele havia de desistir pois não tinha talento para a pintura, Renoir não se deu por vencido, ergueu sua celebre cabecinha e foi aceito na Escola de Belas Artes de Paris – está bom?



Ponte em Limoges.


Acho que para ele era pouco. Rejeitado pelo Salão Oficial das Artes, não se deu por vencido e insistiu. Desta vez a sua “Lise” foi admitida pelo Salão. Incansável em suas caminhadas pelo Louvre, sempre estava ligado às artes e ao impressionismo, estilo novo que havia adotado e que corajosamente apresentava em suas telas sem muita anuência da crítica! Até aí, nenhum gênio foi compreendido na sua época, certo? Errado!


Cores de Renoir


Renoir foi ganhando fama, e enfim pôde ver suas obras expostas no Louvre, sua segunda casa! E foi justamente revendo suas pinturas, que me inspirei na cozinha de Limoges e de suas belas paisagens para fazer um prato simples mas com uma carinha de interior da França e, que como em uma pintura impressionista, combinasse as cores de maneira muito feliz, e no meu caso, deliciosamente!


Utilizando os ingredientes magníficos que esta cidade nos presenteia e que por sorte é época aqui no Brasil resolvi agregar legumes, algum cogumelo (que nessa região francesa são muito variados), e um fruto do mar. Hoje em mais uma visita ao mercadão, me rendi ao camarão vermelho médio.

Segue a receita.





Camarão com fatias de legumes e funghi


1 beterraba
1 abobrinha
1 cenoura
4 tomates italianos
1 colher de sopa de funghi
4 camarões vermelhos médios
Azeite, vinagre de vinho branco de boa qualidade, sal e pimenta branca moída na hora



Hidrate o funghi e refogue com um pouco de azeite e sal. Escorra e deixe separado.

Passe os vegetais (menos os tomates) pelo ralador criando fatias bem finas. Leve as fatias de beterraba no microondas por 30 segundos e reserve. Branqueie as rodelas de abobrinha e de cenoura, reserve também.

Pique o tomate em cubos pequenos.

Cozinhe os camarões em água temperada com sal e pimenta. Retire do fogo e deixe na água até o momento de montar o prato.

Em um prato de sobremesa coloque as fatias de beterraba primeiro, depois as de abobrinha e por fim as de cenoura. Faça uma 'cama' com os tomates. Coloque o funghi na curva do camarão e o coloque em cima dos tomates.

Faça uma mistura de azeite, sal, pimenta e vinagre e regue a prepação.

Voilà, c'est ça!!!

Espero que gostem e que se inspirem...
beijinhos,
Dani

domingo, 16 de agosto de 2009

Nem só de batata vive a Bolívia

Esse país pobre, com um povo simpático e convidativo, tem uma forte personalidade gastronômica. É vero que muitas vezes estranho ao nosso paladar, eu por exemplo, não sou muito chegada em uma de suas grandes tradições, que seriam tripas, veias, rins e coração de boi ensopados! Essa fico devendo.
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Lá, podemos encontrar por volta de 120 tipos de batata, o milho mais doce do mundo e uma variedade imensa de frutas cítricas, todas lindas e bem saborosas ( boa parte delas podemos encontrar aqui no Mercadão). Sem dizer nas deliciosas saltenhas, pastéis assados recheados de vários sabores que são consumidas principalmente de manhã, mas são vendidas nas ruas e praças durante todo o dia.

Mas o que realmente me intriga não são todas essas coisas e sim uma dúvida que me persegue há mais de 30 anos! Quando eu tinha por volta de 4 anos, fui a Bolívia com a família toda, quase toda mesmo, pai, mãe, irmãs, tios, primos... ufa! A uma certa altura do passeio pelas ruas do interior boliviano estavam todos sedentos naquele calor de quase 40 graus e nada de padaria, bar, nem mesmo um ambulante vendendo água.



Enquanto todos estavam empenhados em procurar, eis que surge um habitante local, fardado como tal, vendendo mocochinche. Mon Dieu, qu'est c'est que ce??? Todo mundo assustadíssimo com aquela bebida escura, com um pedaço de qualquer coisa indescritível, sendo vendido num isopor??? Quem teria coragem de provar??? Um bando de viajantes a um passo de morrer de sede - menos eu, claro! Acho que desde pequena como com os olhos e naquela época não me pareceu muito apetitoso, mas todos os outros membros da família provaram a tal bebida e AMARAM!!!
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O tempo passou e depois de uns quinze anos, a história do mocochinche ainda era contada em reuniões de família. Foi quando a curiosidade começou a me atentar, mas tudo que consegui descobrir era que se tratava de uma bebida a base de pêssego.
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Ontem, vendo o Discovery Travel & Living me deparo com um programa onde o Andrew Zimmern, do comidas exóticas, passa pela Bolívia e prova entre milhões de coisas o danado do mocochinche. Ele provou o de amendoim, mas o de pêssego estava lá, ao lado, firme e forte 30 e tantos anos depois...
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Bom, em resumo, hoje com o maravilhoso evento da internet consegui descobrir do que realmente é feito o refresco! Descobri que existem vários tipos da bebida, e que realmente a mais tradicional é a da fruta. E ainda, que seu nome significa meleca. Os bolivianos não são muito bons em marketing, suponho! (rs)


Agora enfrento outro problema, na receita vai pêssego desidratado, e não encontro em lugar nenhum, nem mesmo no mercadão... Não conseguirei postar a receita ainda, pois sem o ingrediente principal, não consigo criar as proporções com os outros ingredientes. Se por ventura alguma alma viva souber onde posso encontrar o tal pêssego, please me diga, ok?

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beijinhos, Dani

sábado, 15 de agosto de 2009

Nosso Mercadão

Ontem andando pelos blogs que costumo passear, li uma postagem do Daniel do Panela de Cobre, sobre uma geléia de morangos onde ele diz que os ingredientes são importantérrimos na execução de uma receita e isso não é nada mais do que a pura verdade!!!

Na minha opinião um ingrediente que não seja muito bom, pode arruinar uma receita, ao passo que aquele fresquinho, de boa qualidade, é capaz de produzir manjares dos Deuses... Experimente pegar uma simples cenoura, fresca, com suas cores bem vivas, bem firme e cozinhá-la no vapor com apenas um pouco de sal, que deve ser adicionado somente depois de pronta, e... Voilà, deliciosa e suculenta.


Mas, voltando aos morangos, compartilho da opinião do Daniel, ô bichinho difícil de se encontrar... bom! Geralmente são sem gosto, meio pálidos, chegam a parecer doentes os pobres coitados, entretanto, como já disse antes, a vida não é feita só de lágrimas e encontrei-os graúdos, doces e com 100% de aproveitamento. Onde??? No Mercadão, ou Mercado municipal do Estado de São Paulo, ou ainda Mercado da Cantareira!


Devo confessar que adoro ir ao Mercadão, para mim ele é um programa e tanto. Da última vez, uma quinta-feira, saí de casa ás 11 horas, com minha fiel escudeira Zefinha e 30 minutos depois estávamos adentrando àquele prédio maravilhoso. Por ser férias estava relativamente vazio e não enfrentamos muitas cotoveladas pelos corredores.

Depois de abastecer o freezer com as carnes fresquérrimas do box 'Invernada Grande', fomos direto a Banca do Juca, onde comprei os morangos mais perfeitos do mundo. O preço é um pouco mais caro, mas o desperdício é zero! Ainda arrumei um tempinho para passar na Banca do Ramon e fazer a festa com os temperos, pimenta jamaica, zimbro e pimenta dedo de moça desidratada. Mais um peixinho aqui, um queijo Pecorino ali e uma hora depois já estávamos rumando pra casa! Felizes pela qualidade e algumas barganhas adquiridas...

Há quem não suporte ir ao centro, e no Mercadão, mas acho um passeio obrigatório para os paulistas, para os cozinheiros de plantão, nem se fala - deixe a preguiça de lado e coragem, mas tente ir em dias de semana, nem muito cedo, nem muito tarde. Fins de semana a lotação é máxima, todo mundo atrás do sanduiche de mortadela ou do pastel de bacalhau que pesa uns "15 quilos". (rs)

Enfim é isso, fica a dica cultural. A receita da geléia posto depois que eu experimentar, mas vou ter que voltar lá no Mercadão para comprar mais morangos pois aqueles foram devorados em minutos aqui em casa!

beijinhos, e até loguinho.

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