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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A magia da cozinha...



Bolo deliciosamente molhado!

Não raras vezes me perguntam de onde vem esse meu gosto pela cozinha. Tenho 2 irmãs que não conseguem fazer um miojo ou, ferver água sem por em risco a integridade física de suas casas (rs). Pois bem, acho que isso vem da época distante de minha infância. Explico:

Quando era pequena, com uns 5 ou 6 anos, lembro de minha mãe desfilando na cozinha. Sim, desfilando! Não sei se eram meus olhos, mas enquanto ela cozinhava, parecia que dançava... Adorava essa magia de
estar com a mamãe, sentir o cheirinho que vinha do fogão e/ou do forno... Admirando minha rainha com carinha de criança que almeja ser como ela um dia!



Naquela época, era tudo mais fácil. Quantas vezes não abri a porta de casa para a vizinha que precisava de 2 ovos para o bolo e recorria à solução mais próxima! Ainda lembro de minha mãe dizer: Leve um a mais caso venha algum estragado. Quantas xícaras de açúcar, de farinha ou aquela colher de fermento não foram buscadas em uma de nossas vizinhas?


Depois do bolo pronto, na minha casa ou da esquina, sempre acompanhava o cheiro de café passado na hora, que era praticamente um convite de agradecimento. E lá estava eu de novo compartilhando a magia do momento.

Acho que a lembrança e acima de tudo, a satisfação dessa época, dessa mãe, dessa facilidade em bater na porta da vizinha, contribuíram para esse meu lado que adora cozinhar. E por saber do quanto isso foi e ainda é importante para mim, chamo meus baixotes sempre que posso para participar das minhas aventuras culinárias! E posso dizer: - Eles AMAM!

Para alegrar essas tardes de sol e temperaturas amenas, um bolo que uma velha amiga me deu a receita. Adaptei daqui e dali, criei uma calda e dancei na minha cozinha tal como minha linda mãe fazia. Depois levei o bolo para a casa dela e agradeci pela infância divina!

Segue a receita


 

Bolo de Amendôas com Limão Siciliano
 
 
225g de manteiga sem sal, amolecida
1 xícara de chá de açúcar
5 ovos
1/3 xícara de farinha de trigo
1 1/3 xícaras de farinha de amêndoas
1 colher de chá de essência de amêndoas
suco e raspas das cascas de 3 limões sicilianos

Calda:

1 xícara de água
1 xícara de açúcar
Suco de 1 limão siciliano
1 colher de café de essência de amendôas

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Forre o fundo de uma forma redonda de 20cm de aro removível com papel manteiga e unte as laterais com manteiga derretida e açúcar.

 Bata a manteiga e o açúcar até que fiquem quase brancos. Junte os ovos, um a um, seguidos de 1/5 da quantidade de farinha a cada adição. Quando todos os ovos e toda a farinha tiverem sido incorporados, misture delicadamente a farinha de amêndoas, a essência de amêndoas, o suco e as raspas de limão.

Despeje a mistura na forma preparada e leve ao forno por 1 hora,  após 30 minutos talvez cubra o bolo frouxamente com papel alumínio para que o topo não queime. Faça o teste do palito para saber se o bolo está pronto e não o asse em demasia ou não obterá a textura úmida.

Retire o bolo do forno e deixe-o na assadeira por 5 minutos. Coloque a calda por cima do bolo ainda quente.

Desenforme-o e deixe esfriar completamente.


Calda:

Leve ao fogo o açúcar com a água espere derreter e deixe ferver por uns 8 minutos.
Adicione a essência e o suco do limão e desligue o fogo.
Utilize ainda quente.

Espero que tenham gostado.
Um beijo,
Dani





sábado, 23 de outubro de 2010

Era uma vez em Paris

Uma das vezes que Maridíssimo me levou a Paris, fiz questão de retribuir a gentileza mostrando a ele um dos meus restaurantes preferidos - Benoit. Desta vez, havia acabado de ser comprado por Alan Ducasse e eu queria ver se era o mesmo que havia conhecido. E era!

Todos dizem que a melhor coisa no Benoit é seu cassoulet, eleito melhor do mundo, por ninguém mais ninguém menos que a Princesa Diana. Para mim confesso que a melhor coisa do bistro é simplesmente tudo. A atmosfera, os garçons mais do que solícitos, a qualidade da comida e como não dizer, as madeleines quentinhas que chegam a sua mesa fazendo companhia ao café.


Esse dia estava lindo, com sol e um friozinho bom para passear com o amor da sua vida pelas "rues" de Paris. Então fomos ao Museu Pompidou e seguimos à pé até o restaurante. Por suas janelas o sol, ainda tímido aquecia nossas mãos enquanto papeávamos despreocupados.

Maridíssimo pediu o Cassoulet e eu um peixe com ervas, sobremesa e café. Pois bem, quando o garçom abrira a porta da cozinha trazendo nosso café podemos sentir o cheiro doce que o seguia. Colocou as xícaras na mesa, o pratinho com petits fours doces, e não mais que de repente, surge a nossa mesa com as madeleines ainda na forma, recém tiradas do forno. Com uma pinça retirou uma e me serviu... Maravilhosa. O marido declinou e até hoje se arrenpende...


Mas por ele ser um excelente marido, e pelo fato de ter sonhado com o Benoit, acordei com uma vontade louca de fazer Madeleines. Fiz um teste para o atelier, separei um pouco da massa base e assei. Ficaram realmente deliciosas! Claro que não tem o charmoso restaurante, nem o cassoulet como cenário, mas o café, o amor da minha vida e o tímido solzinho, estão presentes mostrando que as lembranças fazem nossa vida mais feliz!

Em homenagem ao amor da minha vida, segue a receita:

Madeleines Tradicionais

3 ovos
100 g de açúcar
110 g de farinha de trigo
raspas de 1 limão
1 colher de café de fermento
90 g de manteiga com sal

Aqueça o forno a 220ºC.
Unte as formas de madeleines.
Derreta a manteiga no microondas e deixe amornar.

Bata os ovos e a farinha até ficar cremoso, junte a farinha, o fermento - bata mais um pouco. Adicione a manteiga e as raspas de limão.

Coloque nas conchinhas e asse por 10 minutos em forno à 200ºC.
Retire-as ainda quentinhas, assim, como no Benoit!

Bonjour e bisous,
Dani

terça-feira, 20 de julho de 2010

Você é o que você come!


Sabe aquela história de que você é o que você come? Pois bem, faz uma semana que fui em uma chinesa maluca (no melhor dos sentidos) para perder alguns quilos e de quebra ganhar uma pele nova, um cabelo mais brilhante e mais disposição!!!

Pois bem, primeiro fiquei parecendo o hellraiser. Com a cara e o corpo todo espetado com agulhas... Ela ainda me disse feche os olhos e relaxe. But... How? Lá estava eu achando que estava na pior fase do tratamento. Ledo engano! Depois de meia hora na tentativa de virar peneira, veio a parte mais cruel - um regime "quase" de fome, porém super equilibrado.


Hoje, uma semana depois e quase 4 quilos a menos, sem passar fome e com uma disposição do cão, venho aqui passar uma receitinha simples, super baixa caloria, e muito gostosa. Não é novidade nenhuma, mas tem um que de nouveauté, extrato de baunilha e anis estrelado. Mas o melhor é que não pesa na balança! Na dieta, esse é meu lanchinho da noite.

Segue a receita:


Maçãs Assadas no Microondas

2 maçãs (já fiz com a red e com a pink lady)
40 ml de água misturada com 1 colher de chá de extrato de baunilha
Canela a gosto
4 anis estrelados
5 gotas de sucralose (línea). Uso sempre açúcar, mas dessa vez fui mega proibida.

Descasque e limpe o interior das maçãs e corte-as em quatro. Coloque em um refratário.
Salpique a canela por cima da fruta, espete um anis em cada uma das partes e regue com toda a água aromatizada.
Leve ao micro na potência máxima por 6 minutos.
Retire o anis das maçãs e coloque as em um bowl. Na água do cozimento, acrescente o adoçante, misture bem e derrame por cima das delícias.

Elas ficam macias e suculentas, e mata de vez aquela vontade doida de doce...

Beijinhos mais leves,
Dani

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Purple rain, purple rain...


A cor do dia de hoje é roxo na nossa Blogagem Coletiva. Estava pensando no que eu iria postar, pois adoro essa cor e teria várias histórias para contar... Ao invés de um pout-pourri lilac, resolvi contar uma passagem inusitada da minha vida.

Quando fiquei noiva, herdei de meus pais um conjuto de sofás Gordiano. Nem preciso dizer que foi uma das coisas mais legais que iriam abrigar meu home sweet home! Claro que eu mandaria reestofar, trocar o tecido, enfim, seria um novo sofá!


Um dia, perigrinando em um outlet aqui em SP, encontrei um veludo lindo, francês, de excelente qualidade por... R$ 5,00 o metro, isso mesmo CINCO reais o metro. Liguei para Maridíssimo, na época apenas Noivíssimo, e perguntei se poderia comprar. Aí veio a pergunta - Que cor é esse veludo? - Roxo, respondi. Não sei porque o telefone ficou mudo. Depois de algum tempo ele me fez outra pergunta - Não teria outra cor?

Mas eu já tinha imaginado meu sofá roxo, lindo e não pude deixar passar, comprei a metragem necessária e fui para a casa como uma criança e seu pirulito! Não parava de olhá-lo, passar a mão, imaginar ele personificado em meu sofá na minha sala de estar...

Imagem: google

Para todos que eu mostrava o dito cujo, a reação era mais ou menos a mesma: olhos arregalados, minutos de silêncio e risadinha sem graça para finalizar! Bien sûr, haviam os mais diretos como minha mãe - Ai que horror, vai parecer um caixão! Cruzes...

Mas como já disse aqui, sou brasileira e não desisto nunca! Mandei para a Forma para a reforma do bichinho. A Fofa que me atendeu me liga em seguida e como eu não estava me deixou um recado. "Gostaria de falar com você sobre o tecido do sofá". Quando retornei, já temerosa e pensando que eu tinha o pior dos gostos, vem a moça e me pergunta onde eu havia comprado aquela maravilha, que era lindo, que iria ficar um arraso. Dias depois ela me liga novamente perguntando se poderia fotografar o sofá, pois tinha ficado fantástico!

Ponto para mim que contrariei à todos! Quando ele chegou em casa notei que ficara um pouco chamativo, ainda mais porque teve que ser içado por 7 andares (rs)!!! A discrição em forma de sofá!!! O importante é que minha sala o abraçou e um não existia sem o outro. Anos se passaram, e ele fazia parte de tudo que acontecia aqui. Recebeu meus amigos, participou das festas, só ele dava conta de ser confortável no inverno com a brandura de seu veludo...

Hoje esse sofá já está no 3 tecido,  mas nenhum foi tão lindo e querido quanto meu roxinho. Agradou a todos depois de pronto e era, com certeza, o rei da sala. Mas vamos ao que interessa, a receita. Fiz um "biscoito fofo" de ameixas secas. Elas não ficaram tão roxas como as frescas, mas o que vale é a intenção!

Segue a receita:



Biscoito Fofo de Ameixas

Massa:
1 e 2/3 de farinha comum
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de sal
180 g de açúcar amolecida e sem sal
300 g de açúcar mascavo
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 ovo grande caipira levemente batido

Cobertura:
310 g de ameixas secas
500 ml de água
1/4 de xícara de mel

Unte uma forma quadrada de 23 cm aproximadamente e reserve.

Misture a farinha, o fermento e o sal. Na batedeira bata a manteiga e o açúcar até ficar macio. Junte a baunilha e o ovo, continue a bater. Junte a massa pastosa à mistura de farinha e mexa bem, até que fique hommogêneo.

Coloque a ameixa e a água em uma panela, leve ao fogo alto até começar a fever, reduza para fogo baixo e deixe cozinhar por 3 minutos. Retire do fogo, escorra bem a água, adicione o mel e bata no mixer, (processador, liquidificador), até ficar um creme grosso.

Coloque 2/3 da massa na forma (ela é bem molenga mesmo), passe a pasta de ameixas por cima e com o restante da massa respingue pela torta.

Leve ao forno pré aquecido à 180ºC por 40 minutos. Espere esfriar completamente e corte em quadrados.



Ficaram muito bons, sentei no sofá, com um desses quadrados deliciosos e uma xícara de chá como companhia e fiquei ordenando os pensamentos, relembrando daquele único e inesquecivel sofá roxo...
Beijinhos,
Dani

terça-feira, 30 de março de 2010

Sem farinha e sem fermento



É chegada a páscoa judaica, Pessach! Para sua comemoração sempre há um jantar na casa de meus sogros para tooooda a família. Esse ano, entretanto, isso não ocorreu, eles estão viajando e passaram o bastão para a irmã da minha sogra. O Jantar foi igualmente delicioso.

Sempre quando esta data chega, eu fico encarregada de uma das sobremesas e isso, me tira o sono! Como nessa época não se pode comer nada que tenha farinha e fermento, penso repenso e só de última hora acho alguma coisa, me ocasionando correria e direito a um pouco de stress...



Penso eu, um cheesecake... a massa é de bolacha e bolacha tem farinha - nada feito. Minha mãe me passa uma receita de bolo sem farinha... mas tem fermento - não foi dessa vez! Ahá! Mousse... que graça tem??? E assim seguem meus dias que antecedem a festança. Esse ano foi completamente diferente. Um dia, chamei meus sogros e cunhados para jantar aqui e fiz aquela sobremesa de chocolate em barra, e no fim do jantar quando me pediram a receita percebi que poderia ser consumida em Pessach.

Assim fiz, só que dessa vez cobri com uma generosa camada de marzipan de rosas. Em cima aproveitei a massa e fiz umas florzinhas rústicas para dar um charme e preenchi com cramberries cristalizadas. Pela primeira vez, para mim, foi simples fazer uma sobremesa com tantos requisitos (rs), tendo em vista que esse doce me consome algo em torno de cinco minutos para fazê-lo!

A receita do doce eu já postei aqui, agora segue a receita da cobertura:






Marzipan de Rosas

2 xícaras de farinha de amêndoas
1 xícara de açúcar de confeiteiro
2 colheres de sopa de água de rosas
2 colheres de sopa de frangelico
2 colheres de sopa de xarope concentrado de rosas

Bata tudo no processador até formar uma bola. Retire e utilize.

Como a minha massa estava muito úmida, usei açúcar impalpável para abri-la com o rolo de abrir macarrão.

Cobri o bolo e coloquei as florzinhas!



Chag sameach a todos,
e doces beijinhos,
Dani

sábado, 13 de março de 2010

As rosas não falam, somente exalam o perfume que roubam de ti...



Eu adoro flores e todos os valores que elas agregam. A beleza, o perfume, a capacidade de deixar a casa linda, de retirar suspiros apaixonados... Enfim, flor é alegria na certa. Por isso não poderia ser diferente, quando faço jantar em casa – compro flores. Devo dizer, sem que as orquídeas me escutem, rosas são minhas preferidas.



Infelizmente não é sempre que as consigo bonitas e vívidas, além do mais, sou exigente, para mim rosas têm que ter cheiro de rosa! As colombianas que me perdoem mas perfume é fundamental!

Ontem, fiz um jantar aqui em casa, achei muito gostoso e fui muito detalhista, como a louça tinha detalhes em pink, as flores tinham que ser... pink, bien sûr! Não consegui encontrar rosas pinkes, só vermelhas e estavam com um preço ultrajante – desisti e parti para minhas outras queridinhas, as gérberas, estas sim estavam frescas e lindas, grandes e com pétalas pinkes reluzentes!!!


Pensando em todos os sentidos, para sobremesa optei por algo que fosse além da beleza. Escolhi um receita que já tinha há algum tempo, da época que ainda não colocava referência de onde peguei, de tal sorte que não lembro, assim não poderei colocar de onde veio a receita original, se alguém souber, me avise que edito o post.

Essa sobremesa, levava pétalas de rosas cristalizadas, mas demora umas 30 horas para fazê-las, sorry, não tinha tempo, substitui por cramberries igualmente cristalizadas. Fiz outras substituições, então postarei conforme fiz.

Segue a receita:


Barra de Chocolate Amargo, Rosas e Frutas

350 g de chocolate 70%
200 ml de creme de leite fresco
2 xícaras de chá de cramberies cristalizadas
2 xícaras de chá de pecãs trituradas grosseiramente
3 colheres de sopa de figos secos picados pequenos
3 colheres de sopa de água de rosas
1 colher de chá de extrato de rosas

Piquei o chocolate grosseiramente e coloquei em uma vasilha, juntei o creme de leite, a água de rosas, e o extrato. Levei ao micro ondas para derreter, mexendo de vez em quando, até todos os ingredientes estarem totalmente misturados.

Misturei as frutas e as nozes muito bem.

Untei uma forma de pão, cobri com papel filme e despejei a mistura. Levei à geladeira para endurecer. Retirei 30 minutos antes de servir pois com esse calor infernal, esse tempo bastou para desenformar.


O perfume de rosas ficou bem acentuado e a mistura de sabores ficou muito diferente, muito gostoso, pois primeiro sente-se o todo e depois podemos avaliar o sabor de cada ingrediente... Estou ensaiando para fazer com eucalipto... Hummm...

A textura ficou macia, e com sorvete de baunilha ficou um luxo!!!

Beijinhos com um aroma de rosas delicioso
Dani

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Welcome Baby

Como já disse aqui em alguns posts e como escrito em meu perfil, A-DO-RO fazer coisinhas fofas para meus amigos queridos. Acho isso o máximo. Quando empenhamos carinho e amor em algo, o resultado é muuuito gratificante.

Desta fez estou postando outro bolo de chá de bebê. Ficou fofíssimo e as pessoas me disseram que gostaram bastante, e meu Filhote lindo saía dizendo à todos que fora sua Mami que tinha feito, quase choro (rs)!

A massa do bolo e o recheio foram os mais simples possíveis, pão de ló com doce de leite. O charme veio da calda utilizada para regar o bolo. Fervi em água alguns damascos, passas e ameixas secas. Não utilizei açúcar pois o doce de leite já é bem doce...


Por hoje é isso, meus queridos.
beijinhos
Dani

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tudo na vida passa!


Passando a limpo
ilustração: jandingo.com

Desde que me conheço por gente ouço a expressão – isso passa! Foi assim com o primeiro de tantos machucados no joelho, com dor de barriga, com dor de cotovelo e assim foi. Na adolescência a briga com o namorado: ah isso passa! Queria matar meus pais menosprezando ‘aquela dor intensa e juvenil, parecendo a pior coisa da vida’, mas... Passou!

Olhando retrospectivamente, tudo passa mesmo! Já não me preocupo com provas de matemática, com horários do inglês, ou como pedir aos pais para ir ao cinema com o namoradinho... Tudo isso passou! Claro que as lembranças ficam, passado não quer dizer esquecido, diria só adormecido, quando quero vou lá e acordo uma lembrança... Ou pesadelos como as provas de matemática (rs)!

Mas o melhor disso são as experiências que acumulamos, cada ‘isso passa’ se transforma em uma experiência vivida e se formos espertos, aprendida! Nossa, hoje o papo está sério, mas isso passa também e, como diria meu amigo nos belos tempos de adolescência: tudo passa, até uva passa! Hoje a graça do trocadilho passou, estou mais rabugenta que naquela época e não o vejo tão engraçado a ponto de repetir incessantemente como outrora! Mas ao lembrar o contexto dou belas gargalhadas!

Bom, de onde raios surgiu a idéia desse post? Há algum tempo estava folheando uma revista “Saveurs” e vi uma deliciosa matéria sobre uvas, tudo sobre elas, tipos, cores, sabores... enfim. No meio da reportagem eles ensinavam a fazer – adivinhem o que? – Uva passa!!! Eu amo uva passa e nem preciso dizer que taquei o post it na página para jamais esquecer a receita...

Done! Passados alguns meses, meus filhotes não comeram tantas uvas verdes sem caroço como de costume e as pobres frutinhas, desamparadas na geladeira, já adquiriam um tom amarelo – socorro – vou me matar... Jogar fora nem pensar, estavam no auge do doce, pareciam cobertas por mel. Putz agora ficou romântico! Então não pensei duas vezes, saquei a revista e fiz o raio das uvas passas. Resultado? Nunca mais compro uva passa pronta. As feitas em casa são mais doces, naturais e embora passas, são muito mais carnudas.

Inspiração garantida

Não é necessário nenhum savoir faire espetacular é muitíssimo simples e rápido. Um must have das dispensas modernetes. Fora o luxo de servir aos queridos amigos passas caseiras!

segue a receita com algumas adaptações:


Uvas passas caseiras

500 gramas de uvas verdes sem caroço
50 gramas de bicarbonato de sódio
2 litros de água

Leve a água com o bicarbonato em fogo alto até a fervura. Baixe o fogo e acrescente as uvas já tiradas dos galhos deixando-as na solução por 30 segundos.



Mega orgulho das minhas uvinhas... Servidos?
beijinhos doces
Dani

domingo, 20 de dezembro de 2009

Yes, nós temos morango!




Morango, hummm que fruta mais gostosa! Acredito que esteja entre os “top 3” das frutas. E digo isso com experiência adquirida nos mercados, feira e sacolões da vida, onde sempre observo uma horda de pessoas carregando suas bandeijinhas para o caixa.

Morango com champagne, com leite condensado, com chocolate, no espeto, na gelatina, em mousse... e assim vai! Versátil essa gracinha, não?

Mesmo que nossa fruta querida, já não seja mais a mesma - além de incrivelmente dar o ano todo, não carrega aquela doce suculência de antigamente – ela continua lá, firme e forte no paladar das mesas brasileiras. Aqui em casa compro aos montes, e olha que não rende (rs), consumido 'in natura' ou em mil variações que a imaginação infantil (e não tão infantil assim!) nos permite.

A fruta sempre foi conceituada, tanto que criaram brinquedos personificando a delícia. Lembro-me de quando era pequena de uma boneca moranguinho, era o sonho de consumo de 9 entre 10 meninas. Era uma gracinha, um cabeção imensamente desproporcional ao corpinho franzino e delicado (que era o charme da questão) e um cheirinho de morango, que, para mim na época, era bom a ponto de perder toda a racionalidade e lamber o pobre bibelô como se fosse um cão saudoso de seu dono.


Nos anos 80 e repaginada
Ilustração: O Globo

Hoje, tudo está diferente, o morango dá o ano todo - não precisamos esperar ansiosos pelo inverno, a boneca moranguinho foi reestilizada – sua cabeça está mais proporcional, e o inverno não é mais batizado com aquela garoa fininha e gelada de outrora (rs), mas o fascínio pela fruta continua.

Pensando nisso, decidi que levaria para a festa de Chanuka da família, uma torta de frutas onde o morango fosse a estrela. O resultado foi muito bom e algumas pessoas me pediram a receita que segue postada aqui. Eu a chamo de torta Frankenstein pois, utilizei a massa de uma receita, o recheio de outra, acrescentei algum ingrediente ou um detalhe, e assim foi...



Torta Frankenstein de Morango

Massa (fiz 2 receitas)
100gr de manteiga ligeiramente amolecida
85 gr de açúcar
150 gr de farinha de trigo
30 gr de cacau em pó puro [sem açúcar]
1 ovo batido

Creme patissier
250 g de açúcar
100 g de farinha
6 gemas de ovos
2 ovos inteiros
1 colher de sopa pasta de baunilha
1 litro de leite

200 g de geléia de morangos, acrescida de 20 ml de água e aquecida até ficar molinha.
2 caixinhas de morango
6 cerejas
6 amoras


Faça a massa:
Coloque a manteiga e o açúcar no processador e pulse até obter uma massa cremosa. Junte a farinha, o cacau e no final junte o ovo batido. Pulse até obter uma massa macia. Coloque numa folha de plástico, amasse num disco e leve à geladeira por 1 hora.

Pré-aqueça o forno em 180ºC. Abra a massa numa superfície enfarinhada e forre uma forma funda de fundo removível com ela. Leve a massa ao forno por 20 a 30 minutos. Retire a massa do forno, remova o aro, deixe esfriar.

Coloque  uma camada da geléia reservando o restante para dar brilho às frutas, e complete com o recheio.

Faça o recheio:
Em um bowl misture as gemas, os ovos e o açúcar, bata bem com um fouet.

Incorpore a farinha e continue a bater até ficar fofo.

Leve o leite a fervura junto com a baunilha. Quando ferver, misture ao creme de ovos, mexa bem e volte ao fogo por mais 5 minutos mexendo sem parar para não grudar no fundo da panela.

Retite do fogo e transfira para uma vasilha. Cubra com papel filme encostando m toda a superfície do creme para que não forme aquela película chatinha que se forma com o resfriamento.

Deixe esfriar completamente e recheie a massa, colocando-o por cima da geléia.

As frutas
coloque os morangos, cerejas e amoras por cima do creme displicentemente e com o auxilio de um pincél, passe a geléia para dar brilho.



Difícil foi manter as mãozinhas gordinhas longe da torta até a hora da sobremesa!

Queridos, a todos um beijinhos e bom fim de fim de semana.
Dani

domingo, 13 de dezembro de 2009

Pobre pinheirinho de Natal!




Hoje o assunto em evidencia é o Natal. Pudera, ôh epocazinha festiva, alegre... Os ânimos se inflam as pessoas deixam se levar pelo espírito do bom velhinho, se tornam mais gentis, amáveis e o mundo parece ter outro colorido.

Mas como nem tudo na vida são renas de nariz vermelho, tem uma coisa que muito me entristece – os pinheirinhos de natal de verdade. Pobrezinhos são cortados para que possamos enfeitá-lo em uma canto da casa e depois do dia de reis esquecê-los em algum lixo qualquer. Não adianta protestar dizendo que vai cuidar do bonitinho para que ele dure até o próximo ano pois ele não resiste.



Hoje é possível argumentar que é ecológico uma vez que existem muitos produtores que os plantam somente para essa finalidade. Pois bem, quando o infeliz é plantado,  já tem sua sentença de morte, o final do ano!

Qual o problema com as árvores artificiais? A minha mãe já tem a dela há 15 anos, minha irmã mais nova “cultiva” a sua desde que casou e, com uma paciência de outro mundo completam suas verdinhas com milhares de balangandãs natalinos deixando-as de dar inveja até no Papai Noel.




Eu confesso, preguiçosa nesse sentido, tenho uma ecologicamente correta, fabricada por uma ONG,  feita em vime,  douradézima que enfeitei com as luzinhas em formas de pequenas estrelas que ganhei dos meus pais. As crianças adoram e não levo mais de 20 minutos para montá-la (contra os 3 dias da minha irmã... rs).

Aqui em casa fizemos uma homenagem à essa bela conífera, biscoitinhos de bergamota que confeitei, e ainda, fiz “oficina de confeitar biscoito” com os meninos. Com certeza os pinheirinhos de natal mais lindos e ecológicos que já vi.






Bicoitos de Bergamota

1 xícara de manteiga amolecida
1 xícara de açúcar
1 ovo
2 colheres de sopa de suco de laranja
1 colher de sopa de extrato natural de bergamota
2 e ½ xícaras de farinha tradicional
1 colher de sopa de fermento em pó

Misture a manteiga, açúcar e o ovo em uma vasilha grande.

Bata em velocidade média, misturando as bordas de vez em quando, até ficar cremoso. Adicione o suco de laranja e o extrato de bergamota, misture bem.

Reduza a velocidade pra baixa e adicione a farinha e o fermento. Bata até misturar bem.

Divida a massa em duas partes e enrole em papel filme. Leve a geladeira por 2 ou 3 horas.

Aqueça o forno a 200 graus. Abra a massa em uma superfície com farinha, 1/3 por vez, mantendo o restante da massa na geladeira.

Corte os e os coloque em uma forma forrada com papel manteiga, distantes uns 2 centímetros. Deixe os assar por 6-10 minutos até as bordas ficarem douradas



Obras de arte feitas pelos meus baixinhos, com muito confeito, glacê e chocolate granulado!

Queridos, sorry pelo desabafo, mas toda vez que passo por um lugar e vejo os pinheirinhos serem vendidos indescriminadamente me da uma dor no coração... Quem compra e acha bacana, viva a liberdade de expressão, aliás por meio dela que escrevi este post.

Eco-beijinhos, verdes como os pinheirinhos!!!
Dani

segunda-feira, 23 de novembro de 2009




Contam-se por aí mais ou menos um zilhão de histórias. Dizem que Nero ateou fogo em Roma, que Rômulo e Remo foram criados por uma loba, que Moisés foi salvo das águas do Nilo, que a cor do Tiranossauro Rex era marrom esverdeado e, mais recentemente que Napoleão inventou o waffle. Como assim, Napoleão o grande estrategista inventor do ... waffle? C’est vrai???

O quanto de verdade há embutido nessas histórias jamais saberemos ao certo. Se Nero era maluco, se uma loba pirou no lance de maternidade, se as águas do Nilo eram calmas, enfim, qui lo sa! Agora, que chama a atenção o maior general da história ter se prendido a cozinha e ainda criado essa massinha aerada, fofa e crocante, isso chama.

Li recentemente no correio brasiliense que, na verdade ele havia inventado as panquecas, e fanático por elas, era capaz de comer pilhas da delícia sem titubiar. Algo havia de explicar aquela pança toda... Mas o mais interessante não pára por aí. Ele se preocupava com a estética da coisa (talvez por isso amasse Carème).

 Para nosso pequeno grande homem elas deveriam ser esteticamente feias, pois ele se preocupou em criar um aparelho que as fizessem com furinhos quadrados, nos moldes atuais dos waffles que conhecemos. Isso em 1700 e tra lá lá, Pode? Imagine se ele se deparasse hoje com uma máquina atual na qual pudesse fazer um de seus doces preferidos em forma de Mickey Mouse??? De tanta alegria, ou não, seria capaz de atear fogo em Paris, na certa!

Voilà, deu vontade de comer waffles quentinhos com a família toda no café da manhã de domingo, e procurando uma receita, não é que encontro uma no site da Willians Sonoma, que se refere como Napoleon waffles? Com Framboesas e tudo? Nada mais animador para começar o domingão, não é mesmo? Fiz algumas adaptações e vou postar a receita tal como fiz. Ficou magnifique!

La recette:




Waffles a Napoleon


2 ovos separados
1 xícara de buttermilk
5 colheres de sopa de manteiga sem sal amolecida
2 colheres de chá de extrato de baunilha
1 xícara de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
3/4 colher de sopa de bicarbonato de sódio
1 colher de café de sal
5 colheres de sopa de açúcar

Pré aqueça o máquina de waffle.

Em uma vasilha grande, bata as gemas. Bata o buttermilk, a manteiga e a vanila até ficar homogêneo. Misture a farinha, o fermento, o bicarbonato, o sal e o açúcar. Adicione a mistura de gemas e misture até ficar fofo.

Em outra vasilha bata as claras em neve em picos firmes. Acrescente a mistura aos poucos delicadamente.

Para o creme:

500 gramas de raspberries
2/3 de xícara de açúcar, mais se necessário
2/3 de xícara de creme de leite fresco
2/3 de xícara de yogurte “low fat”

No processador, misture as raspberries com o açúcar até ficar com consistência de purê. Passe a mistura por uma peneira pressionando com uma espátula. prove e adicione mais açúcar se necessário. Transfira 2/3 do purê para uma vasilha e guarde o restante para guarnição.

Adicione o creme de leite e o iogurte ao purê e misture delicadamente até homogeneizar. Deixe gelar bem e utilize uma garrafa sifão de acordo com as instruções do fabricante para confeccionar o creme de raspberries. Teste a consistência, se estiver muito mole chacoalhe um pouco a garrafa.

Sobrou um pouco desse creme e não pensei duas vezes. Joguei na máquina de fazer sorvete e ficou o sorvete de framboesa mais cremoso do mundo!!!



Bom queridos, dizem que quem conta um conto aumenta um ponto! Eu aumentei algumas colheradas disso ou daquilo, mas ficou bem interessante. Tentem se tiverem tempo!
Beijinhos,
Dani

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

A curiosidade quase matou o gato!




Tive uma experiência muito estressante certa vez com meu gato gorducho, que por ter a curiosidade intrínseca do bichano bem acentuada, ‘jampeou’ da janela do sétimo andar em um vôo curioso e sem escala lá para o térreo... Pobre coitado, a curiosidade quase matou o gato!!! Salve as radiografias, cirurgias e pinos externos na pata o fofão se saiu bem, sobreviveu e ainda foi mais mimado do que nunca.

Embora nunca tenha me disposto a aterrissar sete andares de encontro ao chão, tenho um lado muito felino no que diz respeito à curiosidade, claro que de uma maneira um pouco mais inteligente, mas lá está ele firme e forte me empurrando para algumas experiências que me disponho a arriscar. Nada muito arriscado diria...

Ultimamente o combustível que me arremessa nesse âmbito, tem sido a ansiedade. Ela é a culpada pela minha curiosidade que anda circulando pelo universo do açúcar, coisa que não me ocorre com facilidade, sou muito mais ligada a salgado. Mas eu explico. Nove meses de gestação, cano do marceneiro, do colocador do papel de parede, e de outros prestadores de serviço, que teimam em atrasar o quarto do baby, que por sua vez e certa conveniência teima em não querer sair (rs).

Dessa maneira, tudo que se resume a doce atrai minha curiosidade! Andei fazendo uma pesquisa em alguns livros, em blogs, e na net sobre panna cotta de chocolate. Panna cotta pour moi e chocolate pour le maridão, que afinal segura toda essa onda hormonal na maior boa vontade. Direito adquirido!!!



Encontrei muitas receitas, mas nenhuma que usasse os ingredientes que eu queria, não pelo menos todos ao mesmo tempo (rs). Todas que lia levava muita gelatina e eu gosto mais dela cremosa, durinha mas não a ponto de desenformar, as vezes a pedido a faço assim, mas para meu puro deleite, raciono na gelatina!

E assim foi feito. muito chocolate, consistência firme mas cremosa e sem calda, infelizmente não tive muita paciência, até queria arriscar uma calda de vinho branco reduzido com morangos, mas não foi desta vez! Coloquei em potinhos e ficou bem bonitinho, e meu marido xuxuzinho disse que estava muito bom - foi ele quem disse! Nada suspeito, não é vero?

Bueno, segue a receita:








Panna Cotta de Chocolate

1 litro de creme de leite fresco
30 gramas de cacau em pó meio amargo
160 gramas de chocolate ao leite
250 gramas de açúcar refinado
12 gramas de gelatina sem sabor (hidratada com 2 colheres de sopa de água e 10 segundos no microondas)
1 Pitada de noz moscada ralada na hora
1 colher de café de extrato de baunilha

Em uma panela coloque o creme de leite, o açúcar, a noz moscada, e o cacau em pó e leve no fogo médio até que ferva. Enquanto isso derreta o chocolate picadinho no microondas por 1 minuto, retire e mexa bem, se precisar volte ao micro e deixe mais um pouco.

Quando a mistura do creme de leite ferver, vá adicionando-a ao chocolate derretido, mexendo sempre. Por último coloque o extrato de baunilha e a gelatina já hidratada e derretida. Mexa tudo muuuuito bem e coloque em potinhos individuais.

OBS. Se for usar um único pote grande, use 20 gramas de gelatina, assim a consistência vai ficar mais uniforme.

Esta foi a curiosidade do findi. Desejo realizado!
Beijinhos
Dani

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