sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ah, que saudade de toi Paris...



Hoje acordei saudosa... de Paris!
Abri os olhos, e por algum motivo não sabido me pus a recordar a cidade luz. Realmente as vezes que fui para lá com Maridíssimo foram fantásticas e inspiradoras. Nada como namorar em Paris, la cité de l'amour... Suas ruas, as margens do Senna, as lojas, as confeitarias... hummm as confeitarias, essas são um capítulo à parte.

Em Paris mesmo, já não existem aquelas minúsculas boulangeries, uma a cada esquina como pudemos frequentar no interior da França. Charmozérrimo levantar, sair e se jogar em um desses fascinates lugares, com suas micro mesinhas, pouco turista e muuuito encanto!

La Boulangerie - Lyon 
imagem: divulgação

Para mim, croissant (de verdade) e suco de fruta, para mon amour, pain et chocolate e café... Infelizmente Paris virou gente grande e esses pequenos estabelecimentos deram lugar a grandes docerias, não que eu esteja reclamando, mas verdade seja dita: Não tem o mesmo charme.

Mas como sempre, para não me deixar triste e fazer tudo para me ver sorrir, Maridíssimo descobriu uma Ladureé, ao lado do nosso hotel, me levou até lá e colocou um croissant em minhas mãos e um sorriso no meu rosto. Para ele? Um macarron gigante de chocolate, trés nhamie. E lá fomos nós felizes, abraçadinhos, namorando por St Germain de Prés...

Ladureé - Paris
imagem: Blog the bag hag diaries

Mas como nem só de la vie en rose vive quem vos fala, pensei em trazer Paris até mim, uma vez que não tenho boulangeries por perto, nem tão pouco Ladureé... Mas tenho Arosa no freezer!!! Em uma das vezes que fui à loja da Arosa aqui perto de casa, comprei uns croissants congelados, pois além de mim meu filhote mais velho aaaaama esses pães.

Pronto, retirei do congelador, pincelei gema neles e ousei colocar parmesão ralado em alguns. Ficou sensacional. C'est vrai que não tem o mesmo glamour, mas quando a saudade aperta... quem não tem croissant de verdade vai de falso mesmo (rs)! Bom, vou dizer, eles me surpreenderam, muito melhor que muito croissant de padaria que já comi por aí, e olha que sou uma croissant addicted.Valeu arriscar!


Foram 8 minutos no forno e ficaram assim, macios e com uma coloração perfeita! O de parmesão com cream cheese e o puro com geléia de figos... Nada como um café da manhã a moda parisiense chez moi!

Bonjour,
Dani

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Balada Gastronômica - Très Fashion

Acabei de receber a publicidade do evento degustar. Será realizado no dia 27 de março e, na minha modésta opinião é imperdível. Lá estarão reunidos os melhores buffets, decoradores e mestres da doçaria, fora o luxo e glamour que já vêm incluídos no pacote!

Para quem possa interessar aqui vai:

Mais informações no site http://www.eventodegustar.com.br/.
Oui, c'est très chic!
bisous
Dani

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Testado e Aprovado!



Queridos, posto aqui duas dicas de produtos que viraram amadinhos na minha cozinha! Quero lembrar à vocês que não levo nenhum dindin para fazer propaganda, apenas quero que o mundo saiba as coisas que fazem a minha cabeça e faço isso pelo simples prazer de compartilhar o que descubro ou que acho bacana.

Tudo certo? Então vamos lá. As dicas são da marca espanhola lékué, que eu simplesmente aaaaaaaaamo! Tenho várias coisas da marca e hoje mostrarei 2, testadas e aprovadas!


Para esse calor Saárico nada melhor que sorvete, se puder ser natural, de frutas e com iogurte - melhor, muito melhor! Para isso nada melhor que cones de silicone com tampinha xuxu para nossos próprios geladinhos do sabor que seu gosto permitir. Aliás tem receitinhas ótimas de sorvete caseiro no blog da minha amiga Tati do Panelaterapia.

Não é fofíssimo?! As crianças não se cansam de inventar moda, o último foi com suco de uva integral.


Essa é a forma dos meus sonhos, refratário na base e silicone no aro, não tem como deformar, incardir e não há a menor dificuldade de higienização, é facílimo de limpar e nem precisa lustrar para ficar um luxo!
  
Bom queridas, essas foram as dicas para vocês espero que tenham gostado!
Beijinhos a todas,
Dani 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sweet African Cup I


Bola da vez: Curried Corn (Milho ao curry, em tradução livre)
Categoria: Acompanhamento
País: Quênia, capital - Nairobi


Ao que parece, a culinária africana é entendida por feijoada, e pronto! Ela tem sido erroneamente subestimada, tendo sido tratada como pobre e monótona, mas isso não é véro.

Os africanos têm uma história gastronômica muito rica, pois seu continente é gigante e não se prende a um único tipo tradicional de alimento, sua diversidade é enorme!

Imagem: Kenya-advisor

Hoje trago aqui, uma receita tradicional do Quênia que leva como ingrediente base o milho. Esse elemento é originário dos novos continentes, mas devido à facilidade do cultivo se espalhou pelo mundo, e como não poderia ser diferente, pela África. Claro, eles deram seu toque e inclusive, criaram novas espécies da dourada espiga!

A costa do Quênia é conhecida por suas especiarias. Mais uma vez pegaram o que havia de bom no mundo e reproduziram em sua terra. Achei engraçado, comentando com um amigo nosso que veio almoçar aqui em casa, sobre o milho com curry que estava fazendo. A questão dele foi a seguinte – Curry, na África???? Não é um ingrediente indiano???. Sim, a origem é indiana mas seu cultivo é intenso em todo o continente.

Imagem: life in the expatlane

Bom, pensando nessa história toda, optei por uma receita bem condimentada, que vai bem com carnes em geral. Mas na falta do carneiro, carne bem consumida pelo país, escolhi aleatoriamente um escalopinho de lombo (não antes de me certificar que o Quênia não é um país de maioria mulçumana!) e mandei bala na cozinha, fazendo aquele amigo que nos visitou, minha cobaia, uma vez que Maridíssimo é blaster suspeito!

Segue a receita:

Curried Corn
Milho ao curry
(adaptado do livro The África cookbook)

1 colher de sopa de manteiga
1 cebola média picada em cubos pequenos
1 dente de alho bem picado
½ colher de sopa de curry
2 xícaras de chá de milho verde
½ colher de sopa de glicose de milho
1 xícara de leite de coco
2 tomates médios sem pele e sem semente (usei tomati pelatti) picado em cubos pequenos
sal a gosto
pimenta preta moída na hora

Refogue a cebola e o alho na manteiga. Quando estiverem translúcidos acrescente o curry e mexa bem. Coloque o milho e faça com que ele absorva bem o curry.

Acrescente a glicose de milho já misturada com o leite de coco. Mexa muito bem.

Junte o sal, e a pimenta (usei a preta e um mix que tenho aqui com a branca e a rosa) e deixe cozinhar até secar quase todo o caldo. Acrescente os tomates, desligue o fogo e sirva para delírio da galera!

Divirtam-se e boa semana. Essa receita vale ser testada. O sabor é fantástico e o casamento dos temperos não poderia ser mais feliz!

Bj
Dani

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

70 neles outra vez, Brasil!



Muito, mas muito antes da Africa do Sul virar um frisson, um lugar onde as pessoas estão desesperadas em busca de seus safáris e suas savanas, o grupo Toto já lançava lá pelos anos 80 sua música (e grande sucesso!) - Africa. Era faixa indispensável nos bailinhos populares da escola...

Hoje, mais em voga do que nunca, nos dará a sua graça sediando a Copa do Mundo de 2010. Imagino que não só o país, mas o continente deva estar em polvorosa. Imagine um lugar onde a miséria, a dor e a tristeza reinam, ver ali pertinho um evento de tal magnitude. Não é brincadeira!

Mas nós e o mundo também lucramos com isso, teremos acesso à suas paisagens, à suas tão admiradas savanas, seus animais selvagens, e se Desus quiser, e ele há de querer, milhões de reportagens e especiais nos mostrando um pouco (ou muito) desse lugar tão intrigante, sua cultura e o lado bom que lá existe, nos fazendo esquecer das guerras civis espalhadas pelo continente, do terrorismo, e da AIDS que os assola.

Em uma das viagens com o Maridíssimo ele me presentiou com um livro de receitas africanas - The Africa coockbook, tastes of a continent - cheio de comidas tradicionais que nos remetem a um lugar longínquo e de hábitos alimentares tão distintos. A cada receita, é dado seu nome na língua original, o país de origem e uma breve história do prato. Uma viagem fantástica!!!

Temos que lembrar também, que é ano de Copa e todos os corações estarão em festa, voltados para o país sede, torcendo para nossa seleção, e mesmo com o título  do penta que ganhamos recentemente, nossa vontade é de gritar: 70 neles outra vez Brasil! Saudosos de jogos com show de bola, jogadas de tirar o fôlego e craques mais generosos que queiram dividir a bola e os louros... Mas mesmo assim estaremos na torcida!

Desta maneira, começo aqui minha homenagem à Copa do Mundo e à  África , farei sempre que puder uma receita do livro, contando um pouca da história que ele me presenteia. Assim quando começarem os jogos o menu estará quase completo e poderemos assistí-los, degustando os sabores da Mama África!
Aguardem...

beijinhos,
Dani

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Très Nhamy!



Gente querida, à postos garfo, faca e babador... Já estão saindo os primeiros burburinhos sobre a 6ª edição da São Paulo (fashion) resturant week. Resumindo, alguns restôs em Sampa preparam um menu com entrada, prato principal e sobremesa para almoço ou jantar ou os dois dependendo do local. O preço é fixo: almoço  R$ 27,50 e jantar R$ 39,00 e não inclui bebida. Cobra ainda R$ 1,00 que vai diretamente para um cofrinho que tem toda a arrecadação destinada a Fundação Ação Criança.

Os restaurantes são variados e boa parte deles são mega descolados e merecem ser visitados, até porque seus preços habitueés são bem mais salgados! Eu e meu maridíssimo esperamos anciosos o evento e sempre escolhemos alguns queridinhos que fazem nossas cabeças. E barrigas, bien sûre!
Aqui vai uma listinhas dos meus amadinhos que se incluem na bricadeira:

Brasil a gosto
Condessa
Le petit trou
Santa gula
Tarsila
Vicolo Nostro
Marcel

Para quem quiser saber mais sobre o evento, sobre os restaurantes participantes, horários e menus, pode acessar o site: http://www.restaurantweek.com.br/. Divirta-se, a comilança vai de 1º a 14 de março.

Beijocas
Dani

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Ó abre alas que eu quero passar...



Pois é, carnaval again, aquela loucura, toda a cidade em busca de fantasias, pacotes de viagem, supermercado abarrotado... Eu não costumo viajar nessa época, sou egoísta e tomo a cidade vazia só para mim. Mas este ano está sendo diferente, achamos por bem sair da cidade para os meninos curtirem um pouco. Nada muito longe, aqui pertinho e no campo, com árvores, pássaros, peixes e pouca gente.

Todo ano, quando ouço o famoso "a gente vai se ver na globo!", sei que vai começar um festival bumbuns e peitos e cenas grotescas que me incomodam demais! Assim, fico saudozésima dos bailes de carnaval lotados de pierros e havaianas... Frequentei esses locais quando criança e depois quando jovem fui atacada pela moda do carnaval em Itu, no clube Ituano. Fantástico! Muita galera e muita família eram a receita de um lugar gostoso e onde não havia nada a ser censurado!

Imagem: Deviant Art

Pois bem, hoje a coisa mudou um pouco e para ser bem sincera nem sei como anda, mas por via das dúvidas arrastei minhas sobrinhas pré e adolescentes para nossa viagem, com amigas e tudo, bem pertinho dos nossos olhos - minha irmã amou a idéia!

E assim será nesse calor Saárico que passamos aqui em Sampa o jeito é ficar na piscina enchendo a cara de suco, água de coco, cerveja... O que der na telha pois, estaremos largados, como que lagarteando ao sol! Mas como estou livre de qualquer preconceito, para quem for cair na farra, beber todas, catar todas e acoradar com lambida de vira lata na sarjeta (rs), aqui vai uma dica de uma bebida que refresca, te livra do enjoo e da ressaca!

Segue a receita:


Suco de pera e água de coco

1 litro de água de coco natural (já fiz com o de caixinha, não dá 1/10 do charme!)
500 ml de suco de pera willians feito na centrífuga (pode ser feito no liquidificador, mas aí use um pouco mais de suco)
ramos de hortelã o quanto bastem

Misture o suco com a água de coco, coloque em um copo com gelo e com o ramo de hortelã. Delicie-se.

Aos foliões de plantão um bom carnaval, para os que me seguem, bom retiro espiritual (rs)...
E sigo cantando lembranças de outrora...
"...Eu sou da lira não posso negar
Rosas de ouro é que vai ganhar..."
Beijinhos,
Dani

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Welcome Baby

Como já disse aqui em alguns posts e como escrito em meu perfil, A-DO-RO fazer coisinhas fofas para meus amigos queridos. Acho isso o máximo. Quando empenhamos carinho e amor em algo, o resultado é muuuito gratificante.

Desta fez estou postando outro bolo de chá de bebê. Ficou fofíssimo e as pessoas me disseram que gostaram bastante, e meu Filhote lindo saía dizendo à todos que fora sua Mami que tinha feito, quase choro (rs)!

A massa do bolo e o recheio foram os mais simples possíveis, pão de ló com doce de leite. O charme veio da calda utilizada para regar o bolo. Fervi em água alguns damascos, passas e ameixas secas. Não utilizei açúcar pois o doce de leite já é bem doce...


Por hoje é isso, meus queridos.
beijinhos
Dani

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Helloooooo!



Gente, eu já conhecia uma loja fantástica que vende acessórios para gastronomia, comprei algumas coisinhas lá e fiquei mega satisfeita! Esse é o lado bom. O ruim é que ela é em Paris (depende, pode ser uma bela desculpa para dar um pulinho na cidade luz - rs). Bom, recebi a mala direta deles e eles estão fazendo uma campanha com tudo, leia-se tudo mesmo, da Hello Kitty.

Só tenho filhos homens então essa não é a praia aqui de casa (comprei forma de bolo dos antagonistas dinossauros), mas não pude deixar de compartilhar com vocês pois as coisas são as mais lindinhas que já vi, não tem aquela cara de Hello Kitty depois do incêndio que vemos por aí. Vale conferir também o site da loja, fantastique!!!












Não são as coisinhas mais très jolies que vocês já viram???
Fica a dica.
Beijinhhos,
Dani

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tudo na vida passa!


Passando a limpo
ilustração: jandingo.com

Desde que me conheço por gente ouço a expressão – isso passa! Foi assim com o primeiro de tantos machucados no joelho, com dor de barriga, com dor de cotovelo e assim foi. Na adolescência a briga com o namorado: ah isso passa! Queria matar meus pais menosprezando ‘aquela dor intensa e juvenil, parecendo a pior coisa da vida’, mas... Passou!

Olhando retrospectivamente, tudo passa mesmo! Já não me preocupo com provas de matemática, com horários do inglês, ou como pedir aos pais para ir ao cinema com o namoradinho... Tudo isso passou! Claro que as lembranças ficam, passado não quer dizer esquecido, diria só adormecido, quando quero vou lá e acordo uma lembrança... Ou pesadelos como as provas de matemática (rs)!

Mas o melhor disso são as experiências que acumulamos, cada ‘isso passa’ se transforma em uma experiência vivida e se formos espertos, aprendida! Nossa, hoje o papo está sério, mas isso passa também e, como diria meu amigo nos belos tempos de adolescência: tudo passa, até uva passa! Hoje a graça do trocadilho passou, estou mais rabugenta que naquela época e não o vejo tão engraçado a ponto de repetir incessantemente como outrora! Mas ao lembrar o contexto dou belas gargalhadas!

Bom, de onde raios surgiu a idéia desse post? Há algum tempo estava folheando uma revista “Saveurs” e vi uma deliciosa matéria sobre uvas, tudo sobre elas, tipos, cores, sabores... enfim. No meio da reportagem eles ensinavam a fazer – adivinhem o que? – Uva passa!!! Eu amo uva passa e nem preciso dizer que taquei o post it na página para jamais esquecer a receita...

Done! Passados alguns meses, meus filhotes não comeram tantas uvas verdes sem caroço como de costume e as pobres frutinhas, desamparadas na geladeira, já adquiriam um tom amarelo – socorro – vou me matar... Jogar fora nem pensar, estavam no auge do doce, pareciam cobertas por mel. Putz agora ficou romântico! Então não pensei duas vezes, saquei a revista e fiz o raio das uvas passas. Resultado? Nunca mais compro uva passa pronta. As feitas em casa são mais doces, naturais e embora passas, são muito mais carnudas.

Inspiração garantida

Não é necessário nenhum savoir faire espetacular é muitíssimo simples e rápido. Um must have das dispensas modernetes. Fora o luxo de servir aos queridos amigos passas caseiras!

segue a receita com algumas adaptações:


Uvas passas caseiras

500 gramas de uvas verdes sem caroço
50 gramas de bicarbonato de sódio
2 litros de água

Leve a água com o bicarbonato em fogo alto até a fervura. Baixe o fogo e acrescente as uvas já tiradas dos galhos deixando-as na solução por 30 segundos.



Mega orgulho das minhas uvinhas... Servidos?
beijinhos doces
Dani

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Pão que te quero quente!



Esses dias, estou testando minha paciência, ou a pouca que tenho, ou penso ter, ou... Enfim... Engraçado, sempre gostei de pão, de qualquer espécie, qualquer sabor está valendo, não tenho preconceito contra esse ser delicioso e irresistível! Mas tem que ser bom, por um bom pão cometo um crime sem perdão: A GULA!

Lembro-me ainda criança, minhas avós no sítio fazendo pão e assando no forno a lenha... Perdão da má palavra – putz grila – que delícia. Hoje as vovós já não estão presentes (em corpo, bien sûr) mas o aroma daquele pão fofo e cascudo saindo quentinho ainda me provoca grande frisson.


“Danhela (você leu certo, com nh, parte do sotaque da avó materna), deixe o pão esfriar, se comer quente vai te dar dor de barriga!” E quem ligava para isso em face da manteiga derretendo e adentrando aquela massa fofa e porosa??? E olha, jamais tive uma dor de barriga sequer.

Então um belo dia pensei que poderia fazer pão em casa, caçei receitas, li um pouco e fui em frente... Um grande fiasco, com F maiúsculo! Então deixei essa vontade guardadinha dentro de mim até virar gente grande (rs), é vero, para fazer pão tem que ter maturidade e principalmente paciência.

Essa é a questão, me falta um pouco da dita cuja. Mas, perseverança tenho de sobra e como a soma do universo tem que ser igual a zero – fui para a cozinha. Dessa vez um pouco mais estudada, já havia lido bastante sobre pães e fermentos, fuçado na internet, em blogs de amigos.

Claro que não quis fazer de cara uma coisa muito complicada. Pensei, vi alguns livros, mas foi uma antiga receita do pão lá da infância que foi classificado! O Forno à lenha fico devendo, mas os aromas me lembraram muito aquela época distante. E vou dizer que deu certo! Ficou delicioso, só poderia ter deixado um pouco mais moreninho, mas padeira de primeira viagem tem medo de queimar a fornada!

Segue a receita:


Pão do Sítio

700g de farinha de trigo (aproximadamente)
3 colheres (sopa) de manteiga
3 ovos
3 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (chá) de sal
250ml de leite
30g de fermento biológico fresco

Em um recipiente coloque o fermento esfarelado e o sal. Misture até obter uma consistência líquida. Adicione um pouco do leite morno e mexa. Reserve.

Em um recipiente, coloque a farinha (reserve um pouco), o açúcar, os ovos, a manteiga, o fermento reservado e o restante do leite. Misture com auxílio de uma colher de pau (neste momento utilize a farinha reservada).

A seguir, sove sobre superfície enfarinhada até obter uma massa homogênea. Enrole em 3 pães. Coloque em uma assadeira (não precisa untar) e deixe dobrar de volume. Leve ao forno pré-aquecido 150°C por aproximadamente 30 minutos.


Agora vou dizer, retirei o pão do forno estalando de quente e pus na grade na esperança de esperar esfriá-lo assim como ordenaria a vovó, mas confesso que não dei conta do recado e parti uma fatia generosa dessa minha obra e assim como lá no sítio besuntei de manteiga e cheguei a um veredicto - pão quente não dá dor de barriga e é assim que eu gosto!

Beijinhhos a todos,
Dani

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Mal explicado, mas vale a pena!


Queridos esse post é praticamente um aviso de utilidade pública! Brincadeirinha!!! Mas o assunto é sério. Eu acho que nos dias de hoje não cabe mais aquele 'migué' básico: se colar colou... Nem morta, isola na madeira 3 vezes!!!

Vocês, não devem estar entendendo nada, of course. Mas explico. Há cerca de 6 meses recebi um presente da mickey, lindo e fofo mas não tinha lá muito minha cara. Como a pessoa que me deu não me conhece muito, não pesou a consciência em trocá-lo. D'acorde, lá fui eu para uma das lojas que mais gosto em São Paulo. Lá chegando o atendimento delicado e atencioso de sempre, com muita sutileza me informaram que não seria possível trocá-lo pois havia sido comprado na Mickey-Home.



Então questionei o embrulho idêntico, o nome igual, e se não era a mesma loja porque no site da Mickey aparecia o endereço das outras unidades? Aí entra a coisa chata, a vendedora me disse que a loja da Oscar Freire é a única de propriedade do Sr. Mickey, as outras pertencem aos filhos... Perdi a viagem...



Não acredito que seja má fé, acredito sim, que é uma questão de pai querendo ajudar aos filhos, mas o consumidor deve ser avisado e ter direito a troca se isso não for feito. Nada contra a Loja, ou as lojas, que levam esse nome, ao contrário, continuo adorando e achando o custo benefício de suas mercadorias muito bons. Aliás é por isso que estou aqui, as lojas Mickey-Home estão dando 50% de desconto na compra da segunda peça, sem restrição de mercadorias... Mas atenção, não vale para a Oscar Freire!



Fora isso as filhinhas são uma perdição também...
beijinhos
Dani

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Surpresa!!!



Dizem por aí que as coisas quando acontecem de surpresa são muito melhores, claro que quando a surpresa é boa! Mas eu não sei se concordo 100 por cento. Bien sur, quando não esperamos por algo bom e isso nos pega de surpresa chega a dar um frio na barriga!

Mas eu, ansiosa por concepção, gosto de planejar e quase não posso esperar pelo resultado... Exame de gravidez para mim é mortal, esperar o dia certo para fazê-lo é mais difícil de encarar que o trabalho de parto propriamente dito.



Mas isso não descarta as delícias que a surpresa nos proporciona, o sorriso que verte é quase incontrolável, e resta em nossas mentes por tempos e tempos... Quem não se lembra de ter sido pego de surpresa com uma notícia, um gesto, uma visita (boa, bem dito), é improvável, quase impossível que não lhe passe alguma pela cabeça!

Pois bem, foi isso que aconteceu ontem à noite. Maridíssimo chegou em casa e eu naquela correria de sempre, não havia nada pronto. Assim abri a geladeira saquei uma fraldinha que estava dando sopa e na gaveta de legumes gritando sonoramente “estou aqui”, uma berinjela e belas vagens (que só comecei a gostar a cerca de 1 ano).




Olhei para a porta da geladeira e lá estava um pouco de vinho branco que sobrara do jantar de sexta feira. Subindo os olhos... tcham, mostarda dijon. Então tudo fez sentido e de um misturê danado, resultou um prato delicioso. Uma bela e ‘nhamy surprise’!

Segue a receita



Fraldinha assada com legumes ao vinho branco e dijon

1 peça de fraldinha
1 berinjela cortada em cubos grandes
10 vagens cortadas em 3 partes
½ xícara de mostarda dijon
½ xícara de azeite
1 xícara de vinho branco bom
sal moído na hora
pimenta do reino moída na hora

Coloque a fraldinha aberta em uma assadeira, coloque a berinjela e as vagens nos lados, besunte a fraldinha de mostarda. Derrame o vinho e o azeite na pela carne e vegetais. Moa o sal e a pimenta a gosto.

Forno a 190º C, por 40 minutos. Eu não cobri com papel alumínio pois queria bem tostadinha por fora. Essa foi uma boa surpresa!

Bom darlings, é isso! Deixem-se surpreender...
beijinhos e boa semana!
Dani

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Give quiche a chance!




Coisinha feia o preconceito! Mas fazer o quê? Existe e está aí!!! E pior, o exemplo que vou dar é sobre minha própria pessoa... Rubrei! Bom, negócio é o seguinte: Sempre morri de preconceito contra as pobres e indefesas quiches. Pourquoi? Nem eu mesma me lembro como começou, mas posso enumerar algumas causas que me levaram a torcer o meu pequeno nariz para a fofinha.

Toda torta salgada virou quiche

As quiches espalhadas por aí tem uma massa pesada e o recheio não é o original

Uma massa qualquer + recheio cremoso qualquer = quiche



Fora todas as quiches desmilinguidas que provei, com a massa dura demais, mole demais, com recheio farinhento e por aí vai. Não dá para me condenar, dá? Mas enfim tudo na vida passa, tudo na vida muda. Folhando uma de minhas revistas mega, ultra, blaster antiga, uma extinta velhinha Claudia Cozinha, vejo a chamada a verdadeira quiche com recheio original de alho poró (hoje, nem tão original assim). A foto era de outro planeta, provavelmente do planeta das quiches felizes (e verdadeiras como o título denunciava!)

Sua massa parecia folhar, o recheio suntuoso e abundante, dourado por cima.... Uma verdadeira obra de arte. Então toda preconceituosa, não me dei por vencida e pensei - truque de fotografia, sentenciei. Mas pensando mais um pouco lembrei que essa revista nunca me decepcionara nas receitas que arrisquei e resolvi give quiche a chance!



Dei uma lida na receita e vi que a massa só precisava descansar 20 minutos. Mon Dieu, além de preconceituosa, preguiçosa! Guilty again. Sou tão indolente que morro, mas morro mesmo, de vontade de fazer pães, mas só de pensar no 'deixar descansar 200 vezes' me dá aquele soninho. Mas um dia ainda faço.

Voltando a vaca fria, vi que a receita era simples demais e tudo parecia fazer sentido, amei a idéia e fui me atrever, mas o pobre alho poró na minha humilde opinião também me cansou um pouco por conta das investidas em 'falsas' quiches. Continuo amando o fofo, mas desta vez foi a hora das cebolas carameladas invadirem a minha quiche.

Segue a receita:



Quiche verdadeira de cebola caramelada

massa
1 e ½ xícara (chá) de farinha de trigo
6 colheres (sopa) de manteiga
1 ovo
2 colheres (sopa) de água
pitada de sal

recheio
2 xícaras (chá) de creme de leite
4 ovos graúdos
4 cebolas médias
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de parmesão ralado
sal e pimenta-do-reino

Prepare a massa colocando a farinha de trigo em um mármore e abrindo um buraco no meio. Coloque no centro da farinha a manteiga gelada cortada em cubos. Misture com a ponta dos dedos até a massa ligar. Bata levemente o ovo com a água e o sal e adicione à mistura de farinha. Ligue a massa. Deixe descansar por 20 minutos.

Fatie finamente as cebolas , coloque em uma frigideira juntamente com a manteiga e refogue até que fique bem macio. Abaixe o fogo e deixe caramelar, mexendo às vezes até que fiquem bem douradas. Reserve.

Bata ligeiramente os ovos para o recheio e acrescente o creme de leite. Tempere com sal e pimenta-do-reino.

Abra a massa com um rolo e forre fundo e laterais de uma assadeira canelada com aro removível e 24 cm de diâmetro.

Cubra a massa com a cebola caramelada e salpique com o parmesão.

Cubra com o creme de ovos e leve ao forno aquecido em médio (na parte baixa) para assar.

Asse por cerca de 30 minutos ou até o recheio firmar. Deixe esfriar antes de cortar.

Bom é isso, o preconceito não compensa! Queimei a língua e hoje acho que há vida feliz no planeta das quiches. A massa é leve e quase folha mesmo, igualzinho na foto da revista e o creme é muuuito suave! A próxima será de shimeji... Peguei gosto pela coisa!
 
Beijinhos
Dani

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dê-me uma paixão e eu moverei o mundo




Dizem que o amor move montanhas, eu acredito e tenho certeza que move mesmo. Mas com a paixão é diferente, e não digo a paixão carnal, no fogo queimando em brasa (uia que assanhada!), digo naquela paixão pelas coisas, pelos sentimentos, pelos sonhos, pelo acreditar em algo e querer fazer acontecer. É essa a paixão que move o mundo.

Esse fim de semana aconteceu algo inesperado. Levando os meninos a uma livraria conforme prometido havia dias, resolvi dar uma escapadinha até a sessão de gastronomia. Milhares de títulos que me inspiraram e vontade de comprar tooooooodos, mas como não fui uma das ganhadoras da mega sena da virada, desisti e rumando ao encontro dos meus anjinhos que já se tinham apoderado do 'livro dos répteis', quando meus olhos batem de relance em um lindo livro.



Era um livro com as receitas que Cora Coralina fazia para ganhar sua vida. Isso mesmo, ela não ganhava a vida com seus poemas, tendo em vista que só publicou sua 1ª obra aos 75 anos. Bom, mas voltando a vaca fria, comecei a folhá-lo e descobri ali uma nova paixão! Que beleza, sua história, sua vida, suas lembranças e receitas, tudo ilustrado com lindas fotos e textos sensacionais, tudo no maior bom gosto...






As receitas foram atualizadas e acima de cada uma, vem a mesma, escrito tal e qual ela escrevera, com imprecisos detalhes e expressões que nem de longe lembramos utilizar em nosso português. Mas rico em emoção e dedicação, podemos sentir sua energia e seu cuidado em cada receita e sua alegria de viver em cada parágrafo de sua história e seus poemas. Ela dizia que era melhor doceira que escritora, eu não duvido e estou louca para testar todas.

É dessa paixão que eu dizia, uma paixão que nos impulsiona, que nos faz querer testar, fazer, e mostrar para o mundo (aqui para vocês, é claro). É estar apaixonada, por um livro mesmo, pela sua história e por uma mulher incrivelmente forte que viveu tempos ruins de pobreza adoçando a vida dos outros, sempre movida por sua paixão!


Cora Coralina, doceira, poeta, mulher!

É o que desejo a todas para 2010! Muita paixão, essa danada que nos faz acreditar em nós mesmos, rindo e lutando como qualquer mulher que conhecemos ou que nos inspiramos!!! FELIZ E APAIXONANTE 2010!!!

beijinhos,
Dani

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